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Como resistir a uma nova oportunidade de ser feliz?

No maior mal humor que eu já senti com a vida nunca consegui virar as costas quando apareceu um novo emprego no meio do desânimo que o mundo corporativo provoca. Também, por mais triste que estivesse, depois de levar um pé na bunda, me entreguei a oportunidade de um novo romance. Foi impossível ouvir um pedido de desculpas daquele amigo que me magoou e não abrir um sorriso imenso e leve.

Pois é, a vida real é dura, mas ignorar o bem estar que um recomeço nos traz é um atentado a si própria.

Todo ano é a mesma história, as mesmas promessas, os planos para o próximo ano que já está até amarelado de tantas reprises já vividas (claro, se você é quase uma cinquentona enxuta como eu…) Se você acha tudo meio piegas como eu, já tentou realmente começar o ano mudando a sua própria atitude em relação aos problemas?

Ao invés de esperar que o seu chefe reconheça o seu trabalho, traçar um plano de carreira e ir lá totalmente aberta para ter uma nova proposta. Procurar aquela pessoa que sempre irrita você e explicar que aquela atitude não será mais tolerada.

Olhar nos olhos da sua mãe e explicar que você cresceu e que ela não tem mais poder de decisão sobre a sua vida. Ir logo pedir desculpas aquela pessoa que você pisou na bola, se ela não quiser lhe desculpar, siga a sua vida com o coração leve, porque a vida é dura, mas o coração pode ser leve.

A escolha está nas suas mãos.

Ter uma atitude melhor para sua vida, iniciar um novo projeto, traçar novos planos, planejar a viagem dos sonhos ou para qualquer outra coisa que desejar poderão ser colocados em prática a qualquer momento, o universo não tem dia da semana ou período do ano, então faça o seu réveillon quando estiver pronta e siga o seu caminho de acordo com as suas escolhas e seja feliz.

O Solteirar incentiva o amor próprio para que você realize sonhos.

Carregue com você esta força.

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Não sou atleta, nem poeta. Curto mesmo é viajar em minha motocicleta.

Não tenho nenhum traço de genialidade… Certamente nunca descobrirei a cura do câncer, nem desafiarei a Teoria da Relatividade Geral com outra teoria ainda mais sensacional.

Também não tenho talento artístico para compor uma bela sinfonia, ou mesmo um solo de guitarra entorpecedor…

Nos negócios, minha performance como empreendedora tem sido pífia. Boas ideias até saem do papel, mas acabam não se viabilizando.

E preciso continuar minha jornada como freela para juntar o suado dinheirinho da sobrevivência diária.

Não sou de agradar e muito menos transpareço quaisquer características de uma pessoa simpática ou sociável. Sou insensível a ponto de merecer um lugar no time dos sociopatas.

Também renunciei o pacote básico que qualifica uma mulher como socialmente valorizada: casamento, filhos, dedicação ao lar. Aliás, falando em habilidades domésticas, também sou péssima na cozinha…

Ademais, sou estupidamente segura de mim, apesar das ilimitadas limitações, arrogante, geniosa, incapaz de controlar meu temperamento, cínica de carteirinha, adepta irritante do niilismo e de injetar verdades venenosas nos ouvidos dos pobres desavisados que passam pelo meu caminho. E soma-se a tanta desgraça um ego entojante.

Não posso negar meu lado sombrio que só eu mesma para encarar. E, para piorar, toda essa combinação arrepiante vem acompanhada de uma embalagem nada agradável, o que para muitos significa a repugnância em pessoa.

Mas, no microcosmo que contém apenas euzinha, sou soberana e supero novos desafios a cada dia.

Divirto-me com meu cinismo, caminho com minhas próprias pernas, sou dedicada em meus projetos pessoais e profissionais, tenho ideias empolgantes, sou uma amiga fiel, autêntica além da conta, supero desafios a cada dia… E tenho a reputação de aventurar-me corajosamente pela vida como poucos.

Aliás, adoro minha receita exclusiva de ovo frito gourmet. E minha impressionante coleção de tattoos.

Esta sou eu, simplesmente apaixonante.

Sem o menor pudor, escancaro meu amor próprio. Sua intensidade formidável chega a ter um efeito narcótico que anula até o risco potencial de devastação psicológica causado pela combinação de defeitos imperdoáveis que fazem parte do meu ser.

E nada do que qualquer outro ser do resto do mundo pense ou fale pode abalar esse amor incondicional.

Há quem goste de mim exatamente do jeito que sou. Quem não gosta acaba passando bem longe de mim, o que me leva a regozijar ainda mais minha fortuna triunfante. Afinal, meu tempo é curto para desperdiçar os momentos Solteirar curtindo esta grande paixão.

# I love me

 

Eu sei de várias histórias de traição, já julguei algumas, suportei a ideia de outras, mas nunca cheguei a uma conclusão de quem está certo e quem está completamente errado.

E você, já tem sua opinião?

Vi amigas serem traídas e enlouquecerem, vi outras traírem por estarem morrendo e queriam voltar a vida, também ouvi histórias de amigos dizendo que traíam por necessidade, mas que aquilo não representava nada. Porém, também ouvi outros dizerem que jamais praticariam este ato e, outros tantos, dizerem que pessoa  que traem são a escória do mundo e jamais admitiriam uma traição. Inspirada pela minissérie Justiça, fiquei pensando qual era o lado justo dessa história. São tantas as possibilidades, veja só, e se a(o) sua amiga(o) foi traída(o) por não ser uma pessoa amorosa ou gentil, e sim, ser aquele tipo que sempre tem razão e humilha o(a) parceiro(a)? E, se a pessoa traiu porque o parceiro era tão inseguro que fazia ameaças emocionais pesadas (usa o filho, pais idosos, ameaça suicídio, etc)?

E no caso de um relacionamento aberto, onde o casal combina relações extraconjugais com o objetivo de tornar o casamento mais leve, uma nova descoberta. Será que ambos são réus?

Mas o clímax da traição é aquela motivada por amor, seja amor próprio (talvez tenha se cansado de ser humilhada, ou traída), seja porque ama demais, ama duas pessoas simultaneamente e não consegue viver apenas com uma delas, seja porque precisa muito de amor e de mais de uma relação para que o coração não pare de pulsar.

E como acaba esta história de traição? Não faço a menor ideia! Mas tenho certeza que nunca haverá alguém totalmente puro e nem totalmente culpado para ser o responsável solitário pelos caminhos de um relacionamento…

E qual é a minha posição quando a história está no meu círculo?

Fico como ouvinte! Totalmente em cima do muro, sim! Seja por covardia, seja por dó de quem sofre, seja porque sou blogueira e não estou aqui para julgar ninguém, mas é certo que esta posição me permite continuar apoiando que as pessoas sejam felizes em suas opções e mantenham-se Solteirando intensamente.

 

Ainda com pouca experiência de vida adquiri a percepção de que a palavra puta era um codinome sobre ser mulher.

Vi putas sendo chamadas de putas. Vi minha mãe, dona de casa, sendo assim intitulada pelo meu pai. Vi meus tios falando de mulheres que transavam por dinheiro e de suas mulheres – que trepavam de graça – da mesma forma. Vi situações, com pessoas desconhecidas, em que mulheres, por muito ou por pouco, também assim o eram batizadas.

Eu entendia a falta de requinte do termo, mas já não me ofendia. Éramos todas “mulheres-putas” no mesmo patamar de subgênero, que se diferenciavam apenas pelos centavos a mais  após o coito.

A minha surpresa veio quando me envolvi com um homem casado. Sem perceber, me tornei puta num submundo, onde se deve ser invisível, silenciosa e não se tem direito a argumentos.

As pessoas não entendem que eu não fiz um plano maléfico de destruição de famílias, na verdade eu conheci um homem solteiro e, aparentemente, disponível. Foram trinta e seis meses de relacionamento e, quando comecei a achar estranho ser sempre a minha vida o cenário da nossa relação: os meus amigos, a minha casa, os meus álbuns de família. Descobri que a dele era plano de fundo de um casamento de dez anos e dois filhos!

Ainda assim, passaram-se mais quatro anos de aniversários solitários e compromissos desfeitos para acompanhar sua agenda de escapadas. Eu sou apenas um ser humano que acreditou cegamente que era preciso ter paciência, fé e autocontrole.

Fui julgada pelos meus familiares, amigos e desconhecidos. Acobertei a situação o quanto pude. Até que encontrei, entre as diversas promessas não cumpridas, algumas que fiz a mim mesma. Senti vergonha. Chorei sozinha. Por não poder falar com ninguém, gritei em silêncio.

Eu simplesmente não tinha valor frente àquela família que existia do lado oposto. Amante, por definição, é aquele que ama. E, acima de todos os julgamentos alheios, nunca me envergonhei dessa condição. Mas, decidi dar um basta àquela sequência de humilhações que me tirou o amor-próprio e transformou uma mulher apaixonada em uma espécie de vilã de famílias perfeitas.

Fui condenada por todas as pessoas que souberam da minha história, fiquei por anos em uma solitária esperando ansiosamente pela visita do carcereiro. O meu despertar foi encontrar no bolso a chave que me tirava dessa cela. Não foi fácil, mas decidi ser uma puta livre.

 

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Hoje vou contar para vocês como tive a coragem para me divorciar. Sim, precisei de muita coragem para isto. Desde pequena sonhava com uma casa com filhos e com um marido que me amasse enlouquecidamente por todos os dias da minha vida. Sonhava com filhos que fossem verdadeiros bonequinhos, obedientes, que não chorassem, que não ficassem doentes, que fossem bem na escola. Que ao final de cada dia eu chegasse em casa e tivesse meu “momento família margarina”.

Fiz de tudo para meu sonho se realizar. Casei cedo com um príncipe encantado, planejei logo ter filhos, pois, vai que eu tivesse problemas para engravidar, teria muito tempo ainda para tentar até que meu objetivo fosse cumprido. Tudo estava perfeito, o casamento com o príncipe tinha se consumado e os principezinhos nasceram perfeitinhos. Tirávamos fotos bonitas estilo “família Angelina e Brad”, postávamos nossa “felicidade” no Facebook. Íamos a festas e todos elogiavam nossa linda família.

Porém, a realidade era outra. Os principezinhos davam muito trabalho, eu sempre exausta de trabalhar perdia facilmente a paciência e o príncipe já não me olhava mais.

Um domingo após todos irem dormir, deitei no escuro no sofá da sala. Comecei a chorar muito, acho que chorei durante umas duas horas sem parar, e pensei “O que é que eu estou fazendo com a minha vida? Para que essa farsa toda? Eu quero uma história real, uma história de amor de verdade, não uma história para postar e ter o máximo de curtidas”.

No dia seguinte comuniquei minha decisão ao príncipe. Foi difícil para ele entender. Mas foi a melhor decisão que já tomei na minha vida. Hoje tenho muito mais paciência com os principezinhos e encontrei o verdadeiro amor da minha vida, EU.

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Quando a presença de alguém dispara a revoada gelada de borboletas em seu estômago, já profetizavam alguns sábios gregos há milênios: você foi amaldiçoada!

Especialmente para pessoas como eu, uma das maiores catástrofes nesta vida é ser alvo da tirania de uma paixão romântica.

Explico: egoístas libertárias e libertinas logo se sentem aprisionadas e mortas em vida ao cair nas armadilhas limitantes da paixão, já que a verdadeira paixão é exageradamente aniquiladora de sua independência e de suas múltiplas potências vitais. E nem só o amor romântico alimenta o espírito humano…

Muitos até anunciam que em seus relacionamentos há espaço para a liberdade. Para mim, essas pessoas não têm nem uma coisa, nem outra. Vivem pela metade. E talvez por isso precisem da “cara metade”.

Todos os amantes apaixonados em certa medida sufocam o “objeto” da paixão. Ou, então, não se trata de paixão, mas de companheirismo, variações distintas de amor, respeito ou qualquer outra coisa.

Ora, se você não tem a mínima aptidão para a escravidão voluntária e nada em sua natureza subversiva pode fazê-la suportar o cárcere de uma paixão, é simples: não se apaixone. Afinal, separar-se do ser amado será inevitável e doloroso.

Em alguns casos, doloroso a ponto de suprimir seu vigor para descobrir o novo, neutralizar seu ânimo para estar com os amigos, dizimar sua força e capacidade produtiva, assassinar seu prazer pelo sexo casual e até mesmo refrear sua evolução como ser humano por meses.

Para desajustadas como eu, uma paixão resume-se a poucas semanas de deliciosa embriaguez interrompidas pelo pânico com a consciência da masmorra emocional e seguidas de meses amargos de abstinência e recuperação… Enfim, pura perda de tempo!

E tanto pior se alguém apaixonar-se por você. Como o vírus da paixonite aguda normalmente precisa de um tempo de incubação, é bem provável que a vítima possa ser seu(ua) amigo(a). Péssima notícia: é enorme a chance de que essa amizade seja destruída irreparavelmente.

E, como não controlamos a neuroquímica que governa nossos impulsos, a maldição até poderá ocorrer acidentalmente. Talvez quando um ser sedutor a fizer rir como ninguém. Ou quando tiver a misteriosa capacidade de desvendar sua intimidade. Sabe-se lá… Neste caso, apenas renda-se por um instante! Para tudo há uma primeira vez.

Sabemos que a submissão ao amante não resistirá muito à sua voraz índole libertária, mas degustar as drogas mais mortais também é um exercício de liberdade, desde que o uso prolongado não a faça sucumbir.

Há quem acredite que a dor provocada pelo fim de uma grande paixão é um prato cheio para a criação de obras artísticas memoráveis. Se for o caso, aproveite a chance, mas lembre-se que o sonho de liberdade foi a mais formidável matéria prima das obras-primas. Assim, qual delas – liberdade ou paixão – mais contenta o espírito humano?

Bem, se você lê meus delírios, deve pertencer à mesma linhagem de loucas varridas, as que abdicaram do cabresto de uma vida desesperada à procura de paixões avassaladoras. É bem provável que você, como eu, simplesmente não conceba a idéia de abandonar a liberdade depois de milênios de luta para conquistá-la. E, como a paixão e a liberdade desmedidas são inconciliáveis,
você escolheu a segunda.

Você provavelmente também não se intimida quando jogam na sua cara que a liberdade não assegura a felicidade. Você sabe que, se isso for verdade, nada poderia assegurar. Muito menos o amor romântico…

De qualquer modo, se você for vítima dessa droga, trate de livrar-se dela assim que voltar do entorpecimento (e você voltará). Insistir em utilizá-la a transformará em uma zumbi inútil e desprovida de amor próprio.

E, se você chegar ao fundo do poço, não desista! Encontre uma nova e desafiadora montanha para escalar, ingresse em um novo projeto, ultrapasse seus limites, preencha sua biografia e comemore cada conquista antes que seja tarde!

Na migalha de vida que lhe resta, melhor apaixonar-se cada vez mais pela maior heroína de sua vida: você mesma!

 

 

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