Home Tags Posts com as tags "assédio sexual"

assédio sexual

por -
0 302

Dizia-se que o seguro morreu de velho.  Nunca é demais aconselhar prudência. E nós mulheres estamos sempre vulneráveis. Não somos únicas, mas estamos no topo do grupo em perigo. Jovens negros fazem dobradinha conosco.

As estatísticas e a palavra feminicídio rondam as colunas de jornais e reportagens várias.

Diariamente mulheres são assassinadas, estupradas, agredidas por homens bem próximos. Tomar atitudes que nos protejam e, sim, nós mesmas precisamos agir.

Primeiro e majoritariamente nos formar profissionalmente, sermos independentes do jugo masculino. Termos nosso dinheiro. Não que isso isente de vez. Exemplo foi a atriz Luiza Brunet, agredida brutalmente por um homem de “alto nível” um dos mais ricos do Brasil, ainda assim fingia-se de cordeirinho. Mas foi condenado mesmo tendo os melhores advogados.

Outro ponto para lá de importante é sermos racionais em nossas escolhas afetivas. Milhares de agressores escondem-se na vestimenta de maridos, namorados, ficantes, familiares… E a possibilidade dessas ocorrências aumenta… Os números de estupros (subnotificados, temos medo ou vergonha de denunciar) e agressões sofridas por mulheres aumentaram, e não pouco, em nosso país, basta consultar.

Somos alvos não só de dementes em ônibus ou similares, mas presas de indivíduos que se acham no direito e até se justificam dizendo que as mulheres devem ficar em seu lugar. O mundo é de machos. Pode crer: no fundo, eles acreditam que toda mulher “gosta” de ser subjugada.

Temos de usar de muita prudência ao escolher nossos relacionamentos, observar muito, conhecer a vida pregressa com a mãe, irmãs, amores. É uma dica que não deve ser desconsiderada. E ele não mudará porque é você.

Pode-se dizer que gente de maior poder econômico seja menos rude, mas não é totalmente certo. Eles também matam, estupram, batem, poderíamos dar vários exemplos. O certo é que se safam com mais eficiência. Então, atenção!

É sua vida, sua dignidade, sua paz que está em jogo. Pense como uma mãe de você mesma, o cuidado, a análise e seu instinto e intuição. Não se deixe levar pela paixão unicamente. A lua de mel acaba logo e você estará na mira de alguém que ama somente a si próprio.

Estamos focando aqui somente sua segurança entre quatro paredes. Lá fora também é perigoso. Cuide-se.

 

por -
0 2900

O caminho feminino de relativa autonomia começou com a necessidade da mão de obra feminina, durante e após a Segunda Grande Guerra, com um salário pago desde então inferior ao masculino. Abriu-se outra avenida quando do advento do uso da pílula anticoncepcional: a mulher não é mais a fêmea que ano após ano paria a prole que lhe cabia e tolhia.

Depois, as lutas pelo voto, pela universidade, pelo uso não aleatório, mas simbólico da minissaia e do biquíni, e sempre – até hoje – pelo respeito e pelas chances profissionais.

Parece que é voltar sempre ao mesmo assunto, mas fatos como o que protagonizou José Mayer contra uma jovem com um terço de sua idade, funcionária da empresa atacada despudorada e vilmente até na frente de outras pessoas, dão a dimensão de como está arraigado o sentido de abuso que os homens incorporam e sentem-se no direito de praticar. E repete-se em milhões de lugares tanto no espaço profissional como até nos próprios lares de outras milhões de mulheres… Ninguém é a única ou a culpada.

Sabemos também que é ínfima a porcentagem da denúncia. Aflições, choros, sofrimentos, vergonha, desmaios e a norma é o silêncio.

A delicadeza, a cultura secular de supremacia do macho, a educação equivocada e a fragilidade corporal parecem acerbar a gana desses brutos. E se parece que a mulher está tomando à frente, mais decidida, corajosa, esclarecida, nesse sentido precisa vencer muitas etapas. Pior ainda se a violência vem de quem ela ama. Aí ela perde sempre e os exemplos são inúmeros e trágicos para o ser feminino.

Temos que denunciar, que participar e criar grupos de apoio, e anteciparmo-nos. Sim. Pensar, criar estratégias, ter coragem, conversar bastante com familiares e amigas para criarmos defesas não só psicológicas e emocionais, mas até físicas. Como reagir, como tentar safar-nos. A grande maioria dos abusos começa com pequenos atos e se, com força já rechaçarmos estas investidas, estaremos nos poupando de coisas piores. Falar com nossos conhecidos, gravar e postar para todos nossos grupos, pedir ajuda, enfim, não dar “sopa para o azar”. Mesmo sendo nosso superior hierárquico e vai daí o lembrete, para que nossos atos não propiciem análises equivocadas, pois eles acham que são irresistíveis mesmo sendo ridículos e que se forçarem um “pouquinho” na visão troglodita masculina abrirão caminhos…

Chega de assunto-tabu, é como qualquer outro perigo… Assim, nós mulheres não vamos nos calar. Sexo frágil nada! E ponto final.

 

* Foto: Globo.

 

Solteirando pelas redes sociais