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Dizem por ai que o Natal é tempo de paz, união, amor, mas será que as pessoas tem colocado estes sentimentos na vida?

Você já parou para pensar o quanto de fato você pratica de Natal no seu dia a dia?

Eu sou quase uma voyer , consigo ficar horas em um café observando o comportamento das pessoas e constituindo histórias de vida para cada uma delas na minha imaginação. Porém hoje eu vou fazer o contrário. Resolvi observar os meus próprios comportamentos e ver o quanto de Natal eu pratico na minha rotina.

Comecei o dia beijando meu dog, muito amor envolvido entre nós, faço tudo por ele, realmente na relação com o peludo sou natalina nata. Segui para o banheiro, veio uma preguiça e ao mesmo tempo uma avalanche de pensamentos sequenciais e conjuntos relembrando todas as tarefas que tenho que cumprir naquele dia. Pronto lá se foi o Natal dentro de mim.

À partir daquele momento eu já estava completamente no automático, correndo de um lado para o outro, vivenciando um tsunami interno.

Sigo para o trabalho, na primeira curva já me irrito com o carro que não parou para que eu atravessasse a rua. Pego meu carro e me estresso com volume de carros e acabo fechando o cruzamento porque não tive serenidade para calcular a distancia. Como consequência, ganho um pouco mais de irritação com a multa que o guarda anota gentilmente para mim e com os pedestres que me xingam por eu estar parada na faixa.

Recebo um bom dia do boy no meio disso tudo isso. Simplesmente ignoro, porque estou irritada, atrasada e nesta altura não sou capaz de retribuir um gesto de atenção de puro amor.

Concentro-me e dou o meu melhor no trabalho, mas claro, sempre tem aquele ser malévolo incapaz de contribuir para que o trabalho flua em busca de um sucesso coletivo. Então o que eu faço na minha hora de almoço? Desperdiço aquela hora maravilhosa, com uma amiga querida que ganhei neste emprego, reclamando da atitude escrota do indivíduo do mal.

Quando termina o dia, dispenso o happy hour, tento explicar para o boy porque não dei atenção a ele durante o dia e volto para a minha casa tão exausta que só consigo fazer uma gororoba para comer, dar comida para o cachorro e convence-lo que jogar a bolinha não é legal.

Ligo a televisão para relaxar e quase me suicido com tanta coisa errada na política, na forma radical como as pessoas optam por se matar em nome de uma religião que prega o Natal ou qualquer outro comportamento egoísta.

Sim, tem dias que a rotina segue exatamente assim, mas sou uma pessoa de muita sorte e consigo ter dias bem melhores que este que eu descrevi aqui. Mas acredito que o meu cotidiano poderia ter mais Natal.

E quem pode mudar tudo isso? Eu e você. Só existe uma pessoa que pode mudar a nossa vida, nós mesmos.

Desejo dias cheios de natal ao longo deste ano para todos que tem Solteirar no coração.

 

Às sextas-feiras são dias intensos no trabalho e, por compensação, após o expediente preciso de algo que me dê prazer. Geralmente faço um happy hour com amigos, ou vou para casa me recompor para encarar uma balada mais tarde. Mas tem também aqueles dias que você só quer um sexo gostoso com um bom parceiro que te faça rir.

Porém, como todo ser humano, tem dias que não quero ver ninguém, não quero ter que agradar, não quero que ninguém se esforce para me fazer relaxar pois existem dias em que o emocional extrapola todo e qualquer limite e pensar em me relacionar com alguém seja para bater papo ou passar a noite é inimaginável. Provavelmente, quando estou neste estágio é que o esgotamento emocional tomou conta e está na hora de cuidar de mim.

Passei recentemente por um momento desses, e foi fantástico!!!!

Cheguei em casa, no final da tarde, abri uma garrafa de vinho e comecei a assistir filmes ruins. Sim, filmes ruins são ótimos para dormir e acordar várias vezes. Quando eu estava recomposta fisicamente, chegou a hora do apetite sexual. Então pensei em duas alternativas obvias: Sair à caça e encontrar alguém na balada que pudesse me satisfazer, ou ligar para um amigo e passar a noite com ele.

Sair para balada e tentar fazer uma seleção é arriscado, posso apenas me cansar e não encontrar nada que me agrade. Contar com um amigo, as vezes é bom, mas eu queria só sexo e teria que fazer companhia depois, sendo eu alguns deles chegam na sexta e só querem ir embora no domingo.

Foi ai que lembrei da minha outra opção. Ao alcance das mãos lá estava ele. Meu fiel parceiro, que me faria gemer com sua vibração, não pediria nada em troca, extinguiria suas energias só quando se extinguisse a minha.

Me diverti com ele alternadamente às demais atividades do final de semana. Entre filmes, séries, banhos demorados, taças de vinho e um risoto fantástico que fiz para mim, desfrutei momentos de prazer.

Foi o final de semana perfeito com prazeres que escolhi. Estava relaxada, feliz, conhecendo um pouco mais do meu corpo, pois cada momento de prazer individual há uma nova descoberta. Só não dei um beijinho no meu parceiro , pois já seria insanidade, mas olhei para ele e agradeci o momento em que adquiri.

 

A revista Isto é publicou uma matéria em janeiro de 2016, que me deixa cheia de orgulho de ser uma mulher brasileira. Vivemos em uma sociedade inicialmente machista, devido ao nosso histórico sócio cultural. Porém, apesar de termos ainda muito o que atingir em relação aos direitos femininos, demos um salto nos últimos anos. Somos guerreiras vencedoras.

A matéria está baseada em pesquisas e análises interessantes, mas vou me concentrar nas afirmações que provocaram mais a minha reflexão.

  • De 1992 até 2012, mais mulheres passaram a frequentar escolas e a trabalhar com carteira assinada, ajudando, assim, a fortalecer a economia do País
    As gerações anteriores das mulheres de minha família não completaram nem o que se chamava de ginásio (ensino fundamental). As mulheres que estudaram, chegaram apenas à quarta série. Já a minha geração, como a família é grande, tem seu resultado feito por escolhas. Tenho primas que decidiram não fazer o colegial, outras que não fizeram faculdade, e outras que assim como eu optaram por ser uma mulher com graduação, pós graduação e especializações. Portanto, me orgulho de fazer parte de uma das primeiras gerações de mulheres brasileiras com direito à escolha pela educação.
  • Após ouvir 1,3 mil mulheres em 44 cidades do País, o estudo identificou os cinco perfis mais comuns entre as brasileiras.
    Não somos iguais. Cresci ouvindo na mídia que a mulher brasileira era isso ou aquilo. De acordo com a pesquisa do Data Popular, estamos optando por ser o que queremos. O estudo mostra que 25% das mulheres do Brasil são conservadoras em suas opiniões, pois tratam-se em sua maioria de pessoas acima dos 50 anos, em sua maioria aposentadas ou donas de casa casadas ou viúvas, com baixa escolaridade.
    Outras 25% pertencem ao perfil das tradicionais : mulher de meia-idade (entre 40 e 50 anos), casada, que estudou até o ensino médio e tem o trabalho como sua prioridade. São mais tolerantes em relação às uniões homo afetivas, valorizam mais a independência financeira feminina e são mais otimistas.
    Em terceiro lugar chegam as promissoras, mulheres jovens de até 34 anos, com alta escolaridade, que trabalham, são conectadas à internet e se preocupam com o corpo. São brasileiras independentes financeiramente e que valorizam a carreira. Para elas, felicidade não é apenas constituir família.
    O próximo grupo é das desprovidas, representando 16% das mulheres brasileiras. São mulheres bem jovens (metade delas tem até 24 anos), concentradas nas classes com menor renda, que não trabalham, mas que, apesar da pouca idade, já têm ao menos um filho. Embora estejam em uma condição financeira ruim, elas têm mais vontade de empreender do que a maioria, valorizam muito a independência feminina e aceitam a diversidade sexual.
    O quinto perfil mais comum é o das lutadoras, que correspondem a 15% das brasileiras. Com 25 a 49 anos, separadas ou viúvas, economicamente ativas e em esmagadora maioria chefes de família, essas mulheres representam o futuro das desprovidas. Elas valorizam o empreendedorismo e priorizam a família.
    Os perfis acima enquadraram a maioria, mas isso comprova que ainda existe um potencial de mudança enorme entre as mulheres brasileiras e isso não tem relação com idade ou situação financeira. Tenho certeza que não sou única, mas não me identifico fielmente, com nenhum dos grupos acima.
    Se fosse criar um grupo com base em minha classificação, seria o grupo das mulheres que querem “Solteirar”. Sem limite de idade, buscam evoluir não só por meio da formação educacional, mas também por meio das relações e experiências de vida. São mulheres que não limitam suas experiências a relacionamentos formais, mas a interações sem preconceitos. Sabem que a palavra liberdade vai além da independência financeira, mas também ao valor de suas opiniões e escolhas.

Em apenas dez anos o perfil das brasileiras mudou muito e mudará mais ainda na próxima década, diz Renato Meirelles, sócio-diretor da Data Popular. Somos responsáveis por este futuro. Onde queremos estar? Quais as estatísticas que queremos ver nos próximos anos? Saber o que queremos é o primeiro passo para sermos o que nos faz felizes, sem ter que aceitar o que querem que sejamos.

Leia a matéria na integra. http://istoe.com.br/261297_AS+VARIAS+FACES+DA+MULHER+BRASILEIRA/

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Eu não nasci assim, não cresci assim, e a única certeza que tenho é que não serei sempre assim. Como dizia a música “Modinha para Gabriela”, quando eu vim ao mundo não atinava em nada, mas são tantas experiências e tantas situações vividas que, a cada ano, me torno uma nova mulher.

Eu optei por experimentar e descobri que o significado de viver é composto por vários verbos, e, consequentemente, muita ação. Viver é saborear, explorar, gozar, sentir, viajar, paquerar, transar, chorar, sorrir e tantos outras coisas que já provei e que ainda vou provar, ou até outras que nunca provarei.

Em comum com Gabriela tenho minha cara de garota travessa. Mesmo em momentos de sobriedade, serenidade e discrição, ouço pessoas me dizendo que eu tenho cara de quem apronta muito. Talvez essa seja minha essência.

Mas não sou a mesma Renata que meus pais criaram, nem mesmo sou seguidora da religião que eles escolheram. Obviamente minha infância contribuiu para minha formação, mas não me definiu para sempre.

Sou o resultado de minhas relações. Cada pessoa que passou pela minha vida, de forma relevante ou não, conseguiram me transformar. Se notamos a presença de uma pessoa, seja por um olhar ou por seus atos, seja por um momento ou por uma vida, pode causar uma transformação. Se uma pessoa te provocou alguma sensação, pode ser até desprezo, com certeza algo foi acrescentado em sua memória e seu julgamento de valor.

Sou a soma das aventuras e desventuras vividas. Sou uma sobrevivente de dores que pareceram intermináveis ou mortais, e que um dia cessaram. Serei ainda melhor e mais completa ao longo dos anos, pois ainda tenho muito para viver.

Serei um pouco Renata, um pouco Sonia, um pouco Angela, talvez Ricardo, ou até mesmo João, mas espero ter contagiado tanto quanto fui contagiada por outros seres tão complexos quanto eu.

Ser Gabriela é fácil, o desafio é ser você mesma.

 

Toda vez que eu e minha amiga Adriana saímos juntas, nos perguntamos: Qual será a história de hoje?

No dia em que eu a conheci, estávamos em uma festa muito chata, onde o garçom se engraçou comigo e me trazia espumante de 5 em 5 minutos. Resultado, fiquei super bêbada e quando o cara me pediu o telefone, levei-o para o banheiro feminino, dei uns beijos nele encostado na parede, o cara super nervoso pois estava trabalhando, saímos de lá rindo muito e na volta ainda vomitei no carro da moça que eu acabara de conhecer. Portanto, o futuro dessa amizade era bem incerto.

Porém, ela me achou muito louca e decidiu dar uma chance para uma amizade que poderia ser divertida. Ainda bem, pois nossa amizade é marcada por ótimos momentos, nunca mais fiquei tão bêbada quanto no primeiro dia e nossa diversão é interagir com as pessoas e debater os efeitos que as interações causam.

Certo dia, estávamos em um bar observando um cara que falava com o amigo de uma forma muito incisiva. O cara era bem bonito, mas nem notava que estava rodeado de mulheres que o desejavam. Começamos a debater sobre o fulano, e chegamos à conclusão que ele estava em um momento de briga com a mulher ou recém separado. Então, levantei da minha mesa e fui perguntar a ele se nossa percepção estava correta. Bingo!!! A interação foi uma ótima experiência para nós. Dei uns beijos no cara, que falava um monte de coisas machistas e preconceituosas sobre as pessoas que estávamos observando. Além disso, ele começou a traçar um perfil meu e fui deixando que ele formasse tal opinião. De repente, me levantei e fomos embora. Em nosso debate posterior, a Adriana me perguntou qual a razão de eu não ter explicado para o cara que eu não era nada do que ele pensava. Respondi que só queria dar uns beijos e que não estava ali para ensinar um cara desses a viver.

Na semana passada, fomos a uma balada com mais uma amiga e queríamos sentar em um espaço que cabiam quatro, mas só tinha um garoto sentado. Logo, abraçamos o moço, e seus amigos ficaram eufóricos. Sem saber os respectivos nomes, as três começaram a brincar com o cara e ele ficou famoso entre os amigos por pegar três de uma vez. Foram muitas gargalhadas e muita interação com o grupo.

E assim, segue nossa amizade, daquelas que a gente precisa de uma bebida para contar tantas aventuras. Porém, o que quero compartilhar com vocês é que as melhores amizades podem começar de forma inusitada, basta você se permitir uma segunda impressão, assim como a Adriana fez. Outra mensagem é que as pessoas não cruzam nosso caminho por acaso, mesmo uma breve interação com alguém, que você não verá nunca mais, pode te ensinar algo ou ser no mínimo uma história divertida para contar. Portanto, não perca a oportunidade de interagir com o máximo de pessoas possível.

Lembre-se que amizade boa é aquela que coleciona histórias para contar com você. Permita-se!

Existem umas pequenas promessas cotidianas que se encaixam entre uma frase de Vamos marcar!, Qualquer dia combinamos…, Outra hora faremos… e um  Até breve., que ficam perdidas na ausência de data e silenciadas por conflitos de agendas.

Outro dia, fui surpreendida pela notícia de que uma amiga, devido a um tumor no fígado, se encontrava em estado grave no hospital. O susto me fez readequar todo o dia de trabalho e cancelar alguns compromissos para ir visitá-la.

No caminho, me veio à mente não ter realizado nenhuma das dezenas de promessas que fizemos de sair para jogar conversa fora e beber cerveja barata. Não aconteceu nenhuma. Nenhuma! Da nossa última despedida no Skype, de repente, lá estávamos, encarando a refeição hospitalar, quase sem assunto e sobrevivendo a nossa própria presença.

Eu não queria estar ali. Ela também não.

O que eu estava fazendo que nem ao menos a vi adoecer? O que me ocupava tanto que não pude conhecer os seus filhos? Por que não consegui dirigir alguns quilômetros para lhe dar um abraço de aniversário? Quantas relações mais eu alimentava sob o regime dessa filosofia da procrastinação? Meu namoro, minha família, outros amigos? Provavelmente. Senti o arrependimento arder como um tapa na cara.

Não espere que o leito de um hospital lhe cuspa a face, desça para o playground antes que sobre apenas um balanço vazio. Dizem que o amanhã a Deus pertence e talvez o hoje Ele tenha deixado conosco.

Portanto, sabe aquela promessa? Cumpra hoje!

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