Home Tags Posts com as tags "feminismo"

feminismo

por -
0 292

Quando se pensa em igualdade de gênero fica claro que, ao longo do último século, a situação feminina evoluiu bastante em qualidade em nossa cultura. Em algumas, ainda não, como na muçulmana e sociedades muitíssimo pobres.

Escolhemos nossos companheiros, frequentamos escolas, votamos, conquistamos oportunidades profissionais, viajamos sós, temos leis que melhor nos protegem, mas sem dúvida falta muito.

O feminicídio ainda é altíssimo, o estupro, quase consenso se a mulher não se “comportar”, salários inferiores, aceitação social da “superioridade” masculina e trabalho dobrado como coisa inerente ao sexo frágil. Vejamos.

O casal chega em casa após a jornada de trabalho para ambos. A esmagadora porcentagem dos maridos vai para o sofá esperar pelo jantar.

A mulher corre com a comida, a atenção aos filhos. Note-se que por imposições várias talvez um filho único. Confere seu desempenho escolar, as lições de casa, a matéria das provas. Banho, montagem da mochila, lance, uniforme…

Serve a comida, põe o filho não facilmente na cama e diligencia as tarefas do dia seguinte: escolhe o cardápio, põe a roupa para lavar, organiza a baderna. Alguns maridos parca e parcialmente ajudam. Ele come e volta à tevê ou ao trabalho.

Ela também volta às tarefas profissionais, só após o término de suas obrigações.

Mesmo doente ela só vai cuidar-se quando tudo estiver em ordem. Ela pode ser advogada, engenheira, enfermeira, professora, vendedora… Põe toda essa carga nos ombros e cobra-se muito pelo seu desempenho. E se algo dá errado, julga ser culpa sua.

Seu parceiro continua ocupado demais com coisas sérias demais para desviar sua preciosa atenção para coisas de mulher.

A situação começa a mudar entre jovens e mais esclarecidos, e fica mais atenuada para quem tem melhor poder econômico, mas minusculamente em relação ao universo das famílias. Acrescido do fato que mais de um terço das famílias não tem o pai. E mesmo com eles quase metade desses lares tem a mulher como chefe, pois é o arrimo econômico da casa.

Não vamos esquecer que muitas mulheres mantêm parceiros que não trabalham, não ajudam ou até mesmo as exploram.

Por outro lado, há os que participam mais e entendem a importância de compartilhar essa difícil vida em família.

Vamos ensinar compartilhamento, incentivá-lo para termos uma vida de maior valorização como ser humano em igualdade de direitos e deveres.

 

por -
0 298

Outro dia, lendo despretensiosamente uma revista na sala de espera de uma consulta médica, li sobre um projeto que conecta meninas para construírem uma próxima geração de mulheres mais autoconfiantes.

Um projeto, de certo modo, bastante convergente com o propósito do Solteirar.

Para falar sobre autoestima, feminismo, padrões de perfeição e liderança com garotas, o programa FORÇA MENINAS organiza encontros com pais, filhas e educadores. A  proposta é ajudar a próxima geração de garotas a crescer mais autoconfiante, saudável e participando mais efetivamente na liderança do mundo.

Os encontros são pensados para cada faixa etária, que vai dos 6 aos 18 anos de idade. Temas de “como despertar o melhor de mim” e “como criar o meu caminho” são alguns exemplos da programação desse grupo, que acredita que o desenvolvimento das meninas de hoje é crucial para a próxima geração de mulheres líderes.

Vale a pena visitarem o site e apreciar com mais tempo os objetivos desse nobre projeto: frmeninas.com.br.

 

por -
0 3283

O homem que vai para a cama com você na primeira noite, será que presta para um relacionamento? Quantas vezes você parou para pensar sobre isso?

Em uma festa ótima, uma amiga, que há tempo eu não via, me disse que tinha vontade de perguntar isso para quem perguntava porque ela não estava namorando.

Achei esta questão sensacional para estimular nossas mentes brilhantes a combater aqueles preconceitos do dia-a-dia que nem percebemos.

Veja que normalmente as grandes questões quando saímos com um cara pela primeira vez são: “Se rolar o tesão incontrolável, vou para cama?”  “Será que eu vou perder a oportunidade de virar namorada, caso o cara seja legal?”

Depois passam-se dois meses mais ou menos, e as questões são: “Como não percebi que aquele cara não era tão legal assim?” “Como deixei ele me usar?”

Em um cenário simplista, a grande pergunta é: “Por que eu não usei o momento para simplesmente me divertir?” Afinal aquele cara podia não ser absolutamente nada mais que um cara bom para sexo naquele momento e alguns outros, talvez. Exatamente como na maioria das vezes os homens entram para conhecer alguém.

E lá vamos nós para a pergunta que é taxada como feminista nível dez: “Por que os homens podem e as mulheres não?”

Não vou estabelecer aqui qual é a forma de conhecer, e se relacionar, com alguém no primeiro encontro para que este momento se torne em uma relação afetiva verdadeira. Não acredito que exista fórmula, e se existe, não fui apresentada e muito menos tenho um case de sucesso para contar para vocês.

Mas tem um fato certo nisso tudo, ainda vivemos hipnotizadas pelos preconceitos da sociedade que fazem com que nos esqueçamos de pensar e agir em pró daquilo que nós queremos, de buscarmos as sensações que irão preencher as nossas vidas com felicidade e principalmente podermos ter momentos sem que seja necessário viver sempre tomando a decisão para uma vida inteira.

Então minha cara Solteiranda, no próximo encontro, que tal tentarmos pensar nas seguintes perguntas:

1. O que eu quero deste encontro?

2. Será que este cara é capaz de suprir o que eu quero?

Todas as respostas estarão certas desde que vocês sejam sinceras com a sua felicidade, seja para um momento ou para uma vida, porque quem se ama se cuida!

#Iloveme

por -
0 227

Recebi, hoje, via WhatsApp, um vídeo com jovens garotas entornando, de uma vez, até dezenas de copos, com misturas variadas. Uma delas até cai, antes de terminar toda a longa fila de doses a que se propunha.

A priori, você pensa que elas têm o direito de fazer o que quiserem. Convém, será?

Sabemos que lutamos arduamente por espaços. Não só profissional, mas, também, socialmente e em todos os sentidos. Mas precisamos para nos afirmar fazer loucuras de cunho tão machista?

Vale o momento, vale a farra, mas não a cópia de posturas irracionais masculinas.  Somos totalmente diferentes e, se não tivermos problemas de saúde com bebidas, sexo e violências, somos mais maduras, ponderadas, seguras, entre outras qualidades de sobeja em relação ao gênero oposto.

E se não somos, desde meninas, mais racionais é por que somos regidas por sentimentos de afeto que sobrepujam até nosso próprio interesse.

Vamos sim ultrapassar todos os limites propostos, mas ao nosso jeito, com a nossa sensibilidade, força e jeito.

Imitar imbecilidades nunca. Ambição por liberdades inteligentes é o nosso alvo.

Temos que nos valorizar, aprender, experimentar mais, e tudo com o toque feminino que suaviza problemas, ganha pela paciência, mesmo que no ímpeto… Além da elegância, dedicação, até sofisticação. Somo cabalmente diferentes.

Ser mulher é ser melhor em: praticidade, múltiplas tarefas, dedicação, resistência, determinação, superação em todos os aspectos, delicadeza, perspicácia, entre outros atributos. Enfim, somos diferentes, e muito, deles…

 

por -
0 800

Dia das mães, dia das mulheres que tiveram a coragem de virar a vida do avesso para sempre para experimentar uma aventura única e definitiva…

Sim, mães são heroínas. E não importa se são mães exigentes, compreensivas, transgressoras, tradicionais, roqueiras ou românticas… Mães representam a vitória da esperança sobre a descrença. Mães representam o amor incondicional em estado bruto. E, por isso, merecem o aplauso de toda humanidade!

E não há regras ou fórmulas para a maternidade.

Mas uma mulher extraordinária, nigeriana, escritora, 39 anos, mãe e feminista, fez a todas as mães um convite à reflexão…

E se nessa maravilhosa experiência da maternidade, nós, mães, tentássemos desaprender várias “lições de gênero” que internalizamos durante a infância?

E se nunca dissermos às nossas filhas para deixarem de fazer algo “porque vocês são meninas”?

E se não dissermos às nossas filhas que o matrimônio não é uma realização, mas sim uma escolha?

E se não ensinarmos nossas filhas “a agradar”, mas sim que elas podem se sentir plenamente confortáveis para ser elas mesmas?

E se mostrarmos às nossas filhas que a maternidade é uma experiência única, mas que o mais importante é que elas sejam pessoas completas?

O nome desta mulher é Chimamanda Ngozi Adichie. Recentemente, ela deu o seguinte depoimento sobre a maternidade e sobre sua filha:

“Nunca amei ninguém com o a amo. Se algo mudou, é que o feminismo não é mais uma teoria, agora sou eu pensando sobre o mundo no qual minha filha viverá, então eu quero desesperadamente que as coisas melhorem para ela.”

Você pode conferir todas essas reflexões no último livro de Chimamanda, um excelente presente para você e para as mães que você conhece:

PARA EDUCAR CRIANÇAS FEMINISTAS

AUTORA: Chimamanda Ngozi Adichie

TRADUÇÃO: Denise Bottman

EDITORA: Companhia das Letras

 

Para ler e se inspirar.

 

Aliás, não perca também seus brilhantes discursos no TED:

https://www.youtube.com/watch?v=fyOubzfkjXE

https://www.youtube.com/watch?v=wQk17RPuhW8

 

por -
0 1322

Dia Internacional da Mulher.

Homenagens, flores, divulgações em mídias várias, abraços e outros et ceteras. Mas atrás de tudo isto, um histórico de luta feminina em todos os continentes para se conseguir respeito, direito ao voto, ao trabalho igualitário, a ocupar qualquer tipo de cargo, estudar com liberdade e por aí vai… E até hoje muitas destas conquistas são parciais ou inexistentes em muitos países. E poucas facilidades.

Sabe-se que mais de cinquenta por cento do trabalho oculto mundial, não remunerado, e que promove a possibilidade da riqueza dos países vêm das mãos femininas. Se tudo fosse contabilizado e pago, o quadro econômico seria muito diferente. Mas nem se toca nesse assunto e as mulheres de maneira geral têm dupla ou tripla jornada de serviço ou ganham sempre menos ou até nada.

Na lavoura mundo afora mulheres e crianças debruçam-se horas sobre a terra e o dono do capital e do lucro é o homem, e nenhum direito à esposa ou filhas. Na hora da venda ou de decisões várias, elas não opinam ou recebem nada.

Quão difícil uma mulher ter chances de destaque na política ou no mundo empresarial, somente em pouquíssimos países mais de vanguarda. Na ONU, nesta semana, um representante – homem branco – teve a coragem de levantar a voz para dizer que a mulher deve ganhar menos pois é “menos inteligente”. Alienação pura.

Se mirarmos o mundo muçulmano, então, os padrões são de tragédia para as mulheres e, quanto mais pobre o país, menos direitos ou liberdade. Até mutilações bárbaras justificadas como ações culturais. E elas nem têm consciência do quanto são desrespeitadas…

A Rússia agora por decreto de seu machista presidente restringiu mais ainda a proteção que a lei daria. A mulher pode apanhar “algumas vezes”…

Outro exemplo num país onde o estupro tem alto índice, assim como sua renda per capita, e o novo presidente tem ideias para lá de trogloditas. Sim, são os Estados Unidos e o Sr. Trump. Que retrocesso! E milhões de mulheres votaram nesse ser que diz e faz abertamente atos de puro desrespeito às mulheres.

Na verdade, pisamos em ovos, tudo conspira contra nossa autonomia: situação econômica, retrocessos sociais, visões religiosas, machistas… Temos de perseverar a cada dia.

Só poderemos comemorar de fato quando a maioria das mulheres tiver consciência de seu valor, que suas escolhas de fato a beneficiem. Sua postura deve ser de luta por sua emancipação física, emocional e principalmente pela sua capacitação profissional. Determinação sem se importar quanto custe é o único caminho que fará que todos os dias do ano sejam seus.

Pode amar, dedicar-se aos filhos, família e amigos, mas nunca esquecer que o ponto principal é ela própria, sua existência e conduta que provoquem dela orgulho próprio e, dos outros, respeito e igualdade.

 

Solteirando pelas redes sociais