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Um item da moda que faz as mulheres enlouquecerem. Por que, assim como sapatos, o sexo feminino tem tanta loucura por bolsas?

Talvez porque seja um dos poucos objetos da moda feminina que sempre nos cabe bem, por mais fora de forma que estejamos. Ninguém tem crises de choro e lamentações em um provador de loja ao experimentar uma bolsa.

Mas ainda que tenha essa espécie de tara por bolsas, a questão aqui é: você paga, pagaria ou já pagou mais de R$ 2 mil por uma bolsa?

Minha mera opinião sobre isso é bem simples e direta. Se algum dia fosse fazer um investimento desse valor, certamente escolheria qualquer outra coisa ao invés de comprar um item que de maneira geral, fica encostado numa mesa ou pendurado numa cadeira; e que serve apenas para carregar alguns apetrechos muitas vezes inúteis também.

Mas sei que sou minoria nessa história. Atualmente, mulheres normais tem dúzias de bolsas (embora tenham apenas 2 ombros). Pequenas; médias; grandes; coloridas, pretas; de alças curtas; alças longas; de couro; de camurça; e assim vai.

Aprendi com várias amigas e várias conversas passatempo que ter uma bolsa de pelo menos R$ 2 mil é um aspecto obrigatório para mulher. Nesse universo consumista e cada vez mais fútil, você tem que ter uma bolsa Louis Vuitton, Prada, Marc Jacobs ou algo desse naipe. E, para aquelas mulheres que não tem essa quantia, vale as mesmas marcas, ainda que falsificadas. Opa, falsificadas não: Réplicas, como dizem os vendedores orientais da rua 25 de março, em São Paulo.

Pois bem, tentando ser uma mulher normal, fui um dia em busca de uma dessas bolsas fantásticas. Entrei em várias lojas, pesquisava o preço e sempre desistia com a desculpa de que não havia gostado do modelo ou da cor. Até que finalmente encontrei uma bolsinha transversal da Michael Kors. Fui direto ao caixa, passei o cartão de crédito e nem fiquei olhando muito no preço para não me arrepender.

Uma semana depois, minha pequenina e caríssima bolsa foi furtada, enquanto andava pelos bairro dos Jardins. Aparentemente os ladrões também lêem revistas de moda feminina e conseguem identificar de longe produtos de grife.

 

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Recentemente, em uma extravagante Happy Hour com minhas amigas do Solteirar, a Eva soltou o desafio: “Duvido que vocês adivinhem qual foi a maior polêmica do Solteirar até hoje”.

Não demorou um segundo para que todas nós começássemos a listar freneticamente os temas candidatos ao título: o apoio ao aborto, os embates feministas de algumas, a visão crítica sobre a maternidade de outras, os duros prognósticos político-econômicos da Otávia, minha idolatria excêntrica à vida solitária, as aventuras picantes da Renata, o inacreditável repertório de contos de divã da Glória, dentre vários outros…

Pois então, se você, cara leitora, também ventilou um desses, sinto lhe dizer: você está redondamente enganada! Aliás, como eu estava…

De fato, para ilustrar meu assombro, vale destacar que acabei caindo da cadeira – literalmente! – quando a Eva revelou a fatídica frase postada em nossas redes sociais que mais gerou condenações acaloradas entre seus amigos, especialmente os representantes dos cromossomos capengas…

Era uma frase que constatava como é libertador não se sentir obrigada a depilar-se! Sim, isso mesmo: o alvoroço passou bem longe dos dilemas mais fundamentais da humanidade…

E, se você, como eu, levou bronca ou sofreu bullying na adolescência por não raspar as pernas (e, mesmo assim, nem comprou uma Gillette por isso)…

Se você, como eu, já ouviu de suas amigas: “Estas pernas maravilhosas merecem uma depilação…”. E prontamente justificou: “Adoro desfigurá-las!”…

Se você, como eu, já ouviu de algumas primas: “Assim você não arranja namorado!”. E alegremente comemorou: “Então estou no caminho certo!”

Se você, como eu, ao visitar outros países, achou o máximo ver tantas garotas lindamente despreocupadas com esse mero detalhe…

Se você, como eu, não costuma perder uma grande oportunidade por não estar em dia com a depilação…

Se você, como eu, só se depila quando está com vontade…

Se você, como eu, acha que a relação irritação-benefício de tal prática nem sempre justifica o investimento em tempo ou em suados rendimentos…

Se você, como eu, não está nem um pouco preocupada em ser identificada como uma porca esculhambada (especialmente depois deste texto)…

Então VOCÊ entende bem o meu espanto ao conhecer tão lamentável estatística.

 

Esta blogueira adverte (principalmente aos cromossomos capengas que não se depilam e/ou não fazem a barba): em caso de intensa comoção com o fato de uma brasileira ignorar a prática da depilação, compre uma passagem para o inferno e lá permaneça até que a espécie humana evolua para raças superiores sem pêlos. Ou para raças superiores sem desprezíveis preocupações com as decisões alheias…

 

Solteirando pelas redes sociais