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Recebi, hoje, via WhatsApp, um vídeo com jovens garotas entornando, de uma vez, até dezenas de copos, com misturas variadas. Uma delas até cai, antes de terminar toda a longa fila de doses a que se propunha.

A priori, você pensa que elas têm o direito de fazer o que quiserem. Convém, será?

Sabemos que lutamos arduamente por espaços. Não só profissional, mas, também, socialmente e em todos os sentidos. Mas precisamos para nos afirmar fazer loucuras de cunho tão machista?

Vale o momento, vale a farra, mas não a cópia de posturas irracionais masculinas.  Somos totalmente diferentes e, se não tivermos problemas de saúde com bebidas, sexo e violências, somos mais maduras, ponderadas, seguras, entre outras qualidades de sobeja em relação ao gênero oposto.

E se não somos, desde meninas, mais racionais é por que somos regidas por sentimentos de afeto que sobrepujam até nosso próprio interesse.

Vamos sim ultrapassar todos os limites propostos, mas ao nosso jeito, com a nossa sensibilidade, força e jeito.

Imitar imbecilidades nunca. Ambição por liberdades inteligentes é o nosso alvo.

Temos que nos valorizar, aprender, experimentar mais, e tudo com o toque feminino que suaviza problemas, ganha pela paciência, mesmo que no ímpeto… Além da elegância, dedicação, até sofisticação. Somo cabalmente diferentes.

Ser mulher é ser melhor em: praticidade, múltiplas tarefas, dedicação, resistência, determinação, superação em todos os aspectos, delicadeza, perspicácia, entre outros atributos. Enfim, somos diferentes, e muito, deles…

 

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Dia das mães, dia das mulheres que tiveram a coragem de virar a vida do avesso para sempre para experimentar uma aventura única e definitiva…

Sim, mães são heroínas. E não importa se são mães exigentes, compreensivas, transgressoras, tradicionais, roqueiras ou românticas… Mães representam a vitória da esperança sobre a descrença. Mães representam o amor incondicional em estado bruto. E, por isso, merecem o aplauso de toda humanidade!

E não há regras ou fórmulas para a maternidade.

Mas uma mulher extraordinária, nigeriana, escritora, 39 anos, mãe e feminista, fez a todas as mães um convite à reflexão…

E se nessa maravilhosa experiência da maternidade, nós, mães, tentássemos desaprender várias “lições de gênero” que internalizamos durante a infância?

E se nunca dissermos às nossas filhas para deixarem de fazer algo “porque vocês são meninas”?

E se não dissermos às nossas filhas que o matrimônio não é uma realização, mas sim uma escolha?

E se não ensinarmos nossas filhas “a agradar”, mas sim que elas podem se sentir plenamente confortáveis para ser elas mesmas?

E se mostrarmos às nossas filhas que a maternidade é uma experiência única, mas que o mais importante é que elas sejam pessoas completas?

O nome desta mulher é Chimamanda Ngozi Adichie. Recentemente, ela deu o seguinte depoimento sobre a maternidade e sobre sua filha:

“Nunca amei ninguém com o a amo. Se algo mudou, é que o feminismo não é mais uma teoria, agora sou eu pensando sobre o mundo no qual minha filha viverá, então eu quero desesperadamente que as coisas melhorem para ela.”

Você pode conferir todas essas reflexões no último livro de Chimamanda, um excelente presente para você e para as mães que você conhece:

PARA EDUCAR CRIANÇAS FEMINISTAS

AUTORA: Chimamanda Ngozi Adichie

TRADUÇÃO: Denise Bottman

EDITORA: Companhia das Letras

 

Para ler e se inspirar.

 

Aliás, não perca também seus brilhantes discursos no TED:

https://www.youtube.com/watch?v=fyOubzfkjXE

https://www.youtube.com/watch?v=wQk17RPuhW8

 

Por alguma razão, passei a ver algumas atitudes masculinas que seriam consideradas gentileza como sendo ofensivas. Talvez por ouvir de alguns colegas que toda vez que um homem me deixava passar a sua frente para entrar em um ambiente, não era por educação e sim para admirar meu traseiro.

Sei que alguns caras encaram que o fato de mulheres aceitarem que um homem pague a conta, gera um débito a ser cobrado com alguma troca sexual e, por isso, fiquei arredia com isso também.

O fato é que ao longo dos anos ouvi tantos absurdos sobre fragilidade feminina em situações que a mulher se permitiu ser adulada por um homem, que passei a ser avessa ao cavalheirismo.

Porém, essa semana tive algumas experiências que me fizeram repensar o quanto estamos perdendo oportunidades ou castigando homens que são genuinamente cordiais.

Em um almoço com um colega, que era sabido não tinha nenhuma intenção, percebi o quanto ele ficou incomodado com a forma que estávamos sendo atendidos. O garçom perguntou primeiro para ele qual era o pedido, e ele por sua vez fez questão de responder: Ela vai querer….mencionando o prato que eu escolhi. Quando chegaram os pratos, o garçom foi servi-lo primeiro e ele se posicionou dizendo: Aquele é o prato da moça… e apontando para o meu prato induziu o atendente a me servir primeiro. Como se não bastasse, ao final, uma moça me direcionou a conta e antes, que por hábito, eu a alcançasse, meu colega a pegou e demostrou mais uma vez o semblante de insatisfação.

Cheguei a comentar com ele que nunca tinha observado o quanto a etiqueta de alguns restaurantes tinha mudado, uma vez que estava habituada e passei a não esperar mais pelo cavalheirismo, chegando a achá-lo antiquado. Mas também agradeci a ele, por sem perceber ter me mostrado o quanto é difícil para um homem tentar ser cordial, uma vez que percebi todo seu incômodo com a situação.

Ele me confessou que já teve situações em que abriu a porta do carro para uma moça que ficou brava com ele, pois entendeu que estava sendo galanteador. Outra vez, ao tentar pagar a conta, uma outra colega disse que ela ganhava mais e portanto deveria pagar a conta. Ele comentou que em ambas situações ficou muito desconcertado, pois sua intenção era ser apenas cordial.

Ao longo da semana, passei a observar outras ações masculinas e percebi que o mundo não está perdido. Afinal, em reuniões, alguns homens levantam-se para que mulheres ocupem as cadeiras, não por elas serem mais frágeis, mas por estarem usando saltos.

Portanto, convido a todas a olhar com mais parcimônia para algumas gentilezas que nossos colegas podem nos oferecer no cotidiano. Assim como existem homens de caráter duvidoso, ainda existem cavalheiros que merecem ser reconhecidos.

A cordialidade masculina nem sempre retrata aproveitamento, sexismo ou qualquer outra intenção, e sim, pode ser um ato de respeito à mulher. Saibamos diferenciar e valorizar essas atitudes.

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Existe uma confusão enorme entre os movimentos de igualde de gênero e a vontade de ser igualada à figura masculina.

Luto por igualdade em relação as leis trabalhistas, inclusive sou a favor da igualdade de  tempo para obtenção de aposentadoria, que hoje para mulher é menor que para o homem.

Considero injusto o mercado de trabalho, que ainda penaliza o gênero feminino de forma velada em seus modelos de remuneração.

Não aceito o fato de as tarefas domésticas ainda serem responsabilidade feminina, quando ambos trabalham fora.

Acredito que homens também possam optar por ser “do lar”, se a carreira da esposa for mais promissora e se os filhos demandarem uma presença em casa.

Porém, assim como eu, as mulheres não querem ser homens. Toda mulher deve se orgulhar em ter capacidade de gerar um filho e amamenta-lo, mesmo que esta não seja sua opção de vida.

Receber flores ou chorar de emoção em um filme, não faz da mulher um ser humano inferior.

Queremos poder mostrar nossas emoções sem críticas. Queremos ser mimadas sem que alguém diga que estamos usando nosso corpo para isso.

Pedir para um homem trocar o pneu de seu carro, não pelo fato de você não ter capacidade, mas pelo fato de estar de salto agulha, não é um demérito. É lindo uma mulher elegante e  delicada.

Não me importo em ter uma remuneração menor, se ela for fruto das minhas escolhas de indisponibilidade em prol da minha família. Porém, quero ser reconhecida na medida das minhas entregas sem ser julgada pelas minhas escolhas e, sem que o mundo rotule outras mulheres que façam escolhas distintas, com base no meu comportamento.

Queremos poder contar com os homens sem sermos criticadas. Queremos contribuir com nossos instintos femininos quando eles nos pedem um conselho. Queremos deixar o mundo mais colorido, mas também sentimos raiva e falamos palavrões.

Não queremos ser homens, queremos apenas ser respeitadas com nossas forças e fraquezas, como qualquer ser humano, independente de gênero.

 

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“…lá vem você com este discurso feminista…” diz um dos meus amigos, após eu me irritar com mais uma daquelas brincadeiras machistas. O tema da vez era: “Mulher precisa entender que os homens têm mais necessidade de sexo que as mulheres; logo, o homem precisa dar uma volta fora do relacionamento.”

Minha resposta foi: “Não vejo problema algum, desde que esteja claro para sua mulher e ela também tenha o mesmo direito. Pode ser uma forma de relacionamento. Se funcionar para vocês, se vocês estiverem felizes, acho ótimo!”  Em seguida sou fulminada pelo olhar revoltado do senhor de mais de 60 anos, amigo convidado por outro amigo para nosso happy hour. Naquele momento achei que ele iria me bater! Também veio aquele coro: “Caraaaa, você é louca!!!”

Vou lhes dizer porque não me considero feminista. Não luto pelos direitos de igualdade das mulheres em relação aos homens, acredito na igualdade de gêneros, independente de raça, cor, religião, origem, etc. Não sei se existe um tipo de movimento que descreva isso, acredito nas vantagens das diferenças.

As pessoas, de modo geral, não são iguais em força, compreensão, visão, experiências, imagine quantas diferenças existem em constituições de DNA diferentes. Mas, a união das diferenças nos dá a oportunidade de sermos melhores como ser humano.

Sem falar no lado divertido e sexy entre as diferenças. Adoro colocar um vestido justo e ver os olhares de desejo no sexo oposto, se não forem desrespeitosos e nã o julgarem a minha inteligência por estar gostosa, me faz sentir desejada e eu gosto disso!

Também considero que as pessoas tem habilidades diferentes. No caso, um homem poderá ser um pedreiro melhor que eu simplesmente porque tem mais força física. De forma alguma vejo problema nisso. A sensação de virilidade em pregar um prego ou trocar um pneu talvez seja igual a minha sensação de ser a mulher mais sensual do mundo ao colocar um scarpin salto agulha.

Se eu pudesse levantar um brinde com todas vocês, no meio a esse caos de irresponsabilidade com a vida, seria em nome da Tolerância. Viva às diferenças humanas!

Gosto de fazer coisas de “Mulherzinha” porque na verdade não estou preocupada com o preconceito que possa existir em ser branca, mulher, brasileira, quarentona (ainda…). Quero preservar a minha felicidade e vou seguir minha vida, mas toda vez que eu vir uma injustiça, independente a qual gênero pertença a vítima, irei soltar o meu verbo a favor de uma sociedade mais justa e de uma vida melhor!

 

 

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http://solteirar.com/o-que-o-oscar-fez-por-nos/

Cotidiano:  adj. Que ocorre todo(s) o(s) dia(s); particular do dia a dia; diário.

s.m. Aquilo que acontece todo(s) o(s) dia(s); o que é banal; comum.

 

Quando um evento como o Oscar acontece, o mundo para por alguns instantes para prestigiar o glamour e significado artístico que ele concebe. Neste ano, para surpresa da plateia e da audiência, tivemos ainda um espetáculo à parte no que tange a temas políticos. Questões como o tratamento dado aos imigrantes e as desigualdades racial e de gênero revolucionaram os insossos discursos de agradecimento.

O efeito midiático desse levante foi quase que instantâneo. Em segundos houve um verdadeiro bombardeio de manchetes gritando em prol das tais causas sociais. É uma cadeia de curtidas, marcações e compartilhamentos, que forma pequenos exércitos, ressuscita militantes e resgata as estatísticas de desastres passados.

Ao encarar essa vitrine de notícias, algo martela compulsivamente meus pensamentos: houve algum momento outrora em que as desigualdades deixaram de existir ou as guardamos no cotidiano e a elas nos adaptamos?

Penso e encontro nesta interrogação o valor de termos levantado bandeiras de equidade em uma solenidade de alto prestígio, pois há nela um poder intrínseco de revolver a banalidade da rotina e com um escarro, nos devolver à face uma sociedade que ainda precisa ser fortalecida e reconstruída.

O porém da história é a espera pelo próximo convite de acesso à alta cúpula de cerimônias, em que, talvez, teremos novamente expostas as nossas marcas do dia a dia. E fica, na verdade, um desejo de que quando a mídia silenciar os seus gritos, ainda sobrem ecos suficientemente fortes que mantenham firmes as vozes.

 

Solteirando pelas redes sociais