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Machista

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Dizia-se que o seguro morreu de velho.  Nunca é demais aconselhar prudência. E nós mulheres estamos sempre vulneráveis. Não somos únicas, mas estamos no topo do grupo em perigo. Jovens negros fazem dobradinha conosco.

As estatísticas e a palavra feminicídio rondam as colunas de jornais e reportagens várias.

Diariamente mulheres são assassinadas, estupradas, agredidas por homens bem próximos. Tomar atitudes que nos protejam e, sim, nós mesmas precisamos agir.

Primeiro e majoritariamente nos formar profissionalmente, sermos independentes do jugo masculino. Termos nosso dinheiro. Não que isso isente de vez. Exemplo foi a atriz Luiza Brunet, agredida brutalmente por um homem de “alto nível” um dos mais ricos do Brasil, ainda assim fingia-se de cordeirinho. Mas foi condenado mesmo tendo os melhores advogados.

Outro ponto para lá de importante é sermos racionais em nossas escolhas afetivas. Milhares de agressores escondem-se na vestimenta de maridos, namorados, ficantes, familiares… E a possibilidade dessas ocorrências aumenta… Os números de estupros (subnotificados, temos medo ou vergonha de denunciar) e agressões sofridas por mulheres aumentaram, e não pouco, em nosso país, basta consultar.

Somos alvos não só de dementes em ônibus ou similares, mas presas de indivíduos que se acham no direito e até se justificam dizendo que as mulheres devem ficar em seu lugar. O mundo é de machos. Pode crer: no fundo, eles acreditam que toda mulher “gosta” de ser subjugada.

Temos de usar de muita prudência ao escolher nossos relacionamentos, observar muito, conhecer a vida pregressa com a mãe, irmãs, amores. É uma dica que não deve ser desconsiderada. E ele não mudará porque é você.

Pode-se dizer que gente de maior poder econômico seja menos rude, mas não é totalmente certo. Eles também matam, estupram, batem, poderíamos dar vários exemplos. O certo é que se safam com mais eficiência. Então, atenção!

É sua vida, sua dignidade, sua paz que está em jogo. Pense como uma mãe de você mesma, o cuidado, a análise e seu instinto e intuição. Não se deixe levar pela paixão unicamente. A lua de mel acaba logo e você estará na mira de alguém que ama somente a si próprio.

Estamos focando aqui somente sua segurança entre quatro paredes. Lá fora também é perigoso. Cuide-se.

 

Lá estava eu malhando enlouquecidamente para perder meia grama das 2.000 calorias que eu já havia consumido no dia, pois basta a temperatura baixar um grau que eu devoro um chocolate; quando ganhei mais 10 gramas ao engolir a frase: “Na balada não se encontra mulher para casar!” O garoto não tem nem trinta anos e reproduziu a frase do meu avô.

Minha primeira pergunta interna: “Qual a diferença entre a mulher que está na balada e aquela que trabalha a semana inteira para durante a sua folga poder se divertir?”

Após superar minha crise de identidade, porque já estive diversas vezes na balada e também tenho alguns casais de amigos que se conheceram na balada e hoje formam lindas famílias, usei aquele meu jeitinho carioca para entrar na conversa e explorar melhor o assunto. Sim, eu sou uma blogueira antropóloga e gosto de entender a visão das diversas tribos.

O que eu consegui obter de informações podem ser resumidas com as seguintes frases:
” É muito fácil pegar a mulher na balada, é só pegar na cintura e beijar.” “Se a balada for funk, as ‘minas’ estão lá rebolando, de saia curta.”  “Na praia, a mulher me pede para passar protetor nela.”

Eu poderia argumentar com toda a minha indignação para cada uma das frases machistas e do super ego daquele representante masculino, mas para minha sorte, havia um outro representante, tão jovem quanto o dono do discurso retrógrado, o qual simplesmente respondeu: ” Para mim nunca foi fácil assim, se eu fosse você aproveitava para conhecer e dar uma chance”.

Talvez a informação mais importante desta história toda é que o rapaz estava um pouco desconfortável com a dificuldade de entender as necessidades da sua própria namorada. Neste cenário, fica mais fácil desvalorizar as mulheres mais descomplicadas e bem resolvidas.

Como podemos fazer para mudar essa história? As mulheres não estão em prateleiras para serem categorizadas em com lactose, sem glúten, com sódio, etc. Existem pessoas do sexo feminino, com personalidades, gostos, desejos e necessidades distintas. Então, meu caro exemplar do sexo masculino, é melhor estar aberto para descobrir gostos e sabores diferentes, para poder desfrutar da companhia de uma mulher.

Agora vou precisar correr na praia para passar a irritação, pois se eu voltar para casa assim, vou engolir a geladeira.

 

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