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Todas sabemos da dificuldade de criar um filho, e aqui passo longe da econômica. Focaremos nas influências externas.

Primeiro somos bombardeadas por opiniões de especialistas que sem conhecer particularidades e individualidades enchem livros, textos jornalísticos e programas nas multimídias. E sabem tudo e ditam parâmetros que passam a anos luz de nossa realidade.

O que de fato produzem é mais insegurança num momento de tantas mudanças. Pobres mães!

Os filhos enchem-se de vontades, de falta até de postura, e não se pode corrigir até impor castigos. Como ensiná-los a ter modos, serem focados, terem a obediência para sua própria segurança?!!! E mais se perdem as mães!

Aprender a comer saudavelmente? Que luta. E aquele ser tão pequeno e já ciente de seus direitos não conhece nenhum dever.

Vi uma mãe que apanhava do filho de 4 anos e ao segurar e dar-lhe uma palmada no bumbum imediatamente a criança exigiu que ela lhe pedisse desculpas. Ele tem o discernimento dos limites, mas o usa a seu favor.

Não se pode aceitar em hipótese alguma crueldades ou brutalidades, mas a criança sem rumo é o ser que cresce rápido para a perdição.

Não tem vontade de estudar? Ah! Deixe-o, com o tempo entenderá. Mentira. Sem regras, obrigações, deveres e até sacrifícios, não estará pronto para o futuro que é exigente e destruirá os que não estão à altura. E mãe nenhuma quer ver seu filho prejudicado. Mas como criá-lo bem?

Pergunta difícil que mães perdidas e inseguras não sabem responder. Só que o tempo corre. E o pé que ontem era número 30 e agora é 37 ou mais acompanha um ser para seu “destino”. E se for fraco, manhoso, improdutivo dentro de suas possibilidades estará fadado a ser perdedor.

Somos nós mães que devemos ensinar-lhes nossos valores, cultura, pratos familiares, sentimentos, respeito ao outro, noção de honra, mesmo ele nem tendo consciência disso. Quanta coisa!!!

E ficar barganhando com presentes e promessas, sem ter voz ativa só pode dar errado.

Somos nós que lutamos por um lugar na sociedade e profissão e somos nós que melhor sabemos o que é o certo para nossos filhos.

Não deixemos que regras inapropriadas e oportunistas de gente ridícula ou ideias esdrúxulas travem nossos caminhos.

Nosso amor, força, inteligência, perseverança sabem o melhor caminho para nossos filhos. Como nós, eles devem ser guerreiros por melhores oportunidades e vida digna. Não os estraguemos.

Mamãe, depois de tantos cuidados com seu filhote, tenha cuidado também com seu modo de criá-lo. Atenção ao que produzirá. Será que ele é seu filho ou escolha de outros? O que ele tem de você verdadeiramente?

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Existem vários tipos de amores – amor carnal, amor platônico, amor de pai, amor de irmão, de amigo, de namorado. Enfim, infinitos amores, mas nenhum deles é igual ao arrebatador AMOR de MÃE.

Amor que não mede forças. Amor que dói sem doer. Ou que chora sem entristecer.

Amor materno é algo imensurável. Um sentimento que cresce cada vez mais com o passar do tempo. Desde o passar das noites em claro, passando pela separação e despedida quando o filho da boa casa sai, até o ciúme contido da nora ou na hora da partida para outro plano. Amor de Mãe se alegra com nossas vitórias, acalenta com nossas derrotas. É um amor que quando tropeçamos e caímos nos estende as mãos e nos sorri. Um amor que deveras sente emoção e, em qualquer ocasião.

Esse amor, ainda que às vezes machucado, recompõe-se e volta a ficar ao nosso lado. Ele nunca espera nada em troca. Ao contrário, sempre doa carinho com toda força e ternura.

Bem verdade é que amor de mãe ninguém sabe explicar. E nem copiar. Um amor que nunca termina. Nunca se finda.

 

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“Só sei que nada sei” tem mais de dois mil anos e ajusta-se como luva quando se fala em maternidade. Tudo o que se pretendia ou idealizou antes e durante a gestação muda, toma mil caminhos desconhecidos no cotidiano de recente mamãe.

É difícil autoanalisar-se por hipóteses e é fácil perante novas situações não se saber qual a melhor atitude a tomar, mais ainda quando a responsabilidade chega a nossos braços chorando, com nome e tudo, e é sua cada ação.

Estereótipos podem ser muitos e que não se enquadram em cada individualidade: mães sensíveis demais ou com senso de responsabilidade acerbada podem sofrer muito e ter reações inesperadas. Ninguém pode negar que os primeiros meses da vida do bebê sobrecarregam os demais. Às vezes, o pouco tempo da licença e a falta de recursos diversos podem apavorar e cada uma tem sua resposta a esta difícil tarefa.

A sociedade fez um padrão de comportamento que pensa deve seguir-se e exceções à regra são criticadas. Mas o bom senso reconhece que as variantes são infinitas e o prazer ou sofrimento deste momento conturbado e difícil é absolutamente próprio de cada uma.

Se falta algo, que parentes, amigos e profissionais da área médica fiquem a postos. O que virá após é uma mamãe amorosa, valente e disponível a dedicar-se ao filho querido por anos a fio, isto é definitivo.

Para futuras ou atuais recém-mamães o que é certo é que, além de trabalhos e sentimentos intensos, que às vezes podem confundir, virá uma calmaria ou domínio das inúmeras dificuldades, uma experiência mais prazerosa, um sentimento estável com a luta diária pelo filho, a vencer adversidades, tornar-se melhor, plena e mais forte.

Acordar a leoa que há em cada mãe. Aproveite esse início que passa logo e só acrescentará algo à sua história.

A nós, outras mulheres, cabe apoio, incentivo sempre e nunca críticas, pois sabemos como mães que o imprevisível ou o infortúnio a cada momento nos espreita e, criar filhos é tarefa nada fácil. A cada estágio, seus problemas.

Não somos infalíveis ou supermulheres. Só ofertamos como mães um amor constante.

 

Foto: Agradecimentos a PsychCentral.

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2 2016

Por que as mulheres sem filhos, especialmente quando amadurecem e passam da idade de tê-los, ainda são consideradas murchas, carentes, de um modo tal que os homens sem filhos raramente não o são?

Enquanto um homem sem filhos continua sendo apenas um homem, a mulher sem filhos é vista como alguém que falhou. É como se ela se tornasse uma “submulher”, tendo falhado no teste mais importante de sua vida.

Para muitas mulheres, a ausência de filhos é realmente a liberdade de filhos. É uma escolha. Devíamos encarar esse fato como tantas outras escolhas. Escolher não casar, escolher casar, escolher sair de casa cedo, ou não sair de casa. Escolher ser workaholic, etc.

Para outras, não foi uma questão de escolha. Pode ter sido o tempo que passou ou o organismo que não permitiu. Mas, de um jeito ou de outro, as pessoas ainda insistem em pensar que uma mulher só é realmente feminina quando realmente gerou um filho. E saudável.

Infelizmente, cada vez mais não somente as pessoas de modo geral, pressionam as mulheres a terem filhos, mas as próprias mulheres quando chegam na fase dos 30, 35 anos já começam a ser preocupar com os argumentos que precisarão montar para responder às inúmeras perguntas e comentários sobre o assunto: “Você não quer ter filhos?”; “Ainda que uma produção independente?” ; “Quando você terá filhos?” ; “Filhos é importante para ter alguém que cuide de você mais pra frente”; “Nem mesmo adotar?” (Aliás, no mundo dos que pensam que mulher para ser completa tem que ter filho, adoção não vale). É impressionante, mas as próprias mulheres ainda se sentem culpadas por não terem tido sua prole.

Falando de modo geral, os homens não sofrem essa pressão constante para explicar sua falta de filhos. E, são geralmente as mulheres sem filhos, que enfrentam as perguntas invasivas, comentários maldosos e piedade humilhante sobre o tema.

Fato é: o interrogatório para uma mulher sem filhos já deveria ter parado há tempos. O útero não utilizado de uma mulher pode ser devido a qualquer coisa, desde uma opção pessoal até um grande drama por não conseguir engravidar, mas pertence somente a ela. Ponto.

Minha mãe é do tipo que quando liga, pergunta se está tudo bem, dá a benção e desliga, se limitando a chamadas que duram não mais que 30 segundos.  Em nossos encontros faz uma oração e não lamenta a despedida. É do tipo que sente saudade, mas se conforta com uma frase: Estou bem.

Os anos passaram e lhe trouxeram, além de sabedoria, um toque especial de modernidade – passou a defender a liberdade sexual e o uso contínuo de tecnologia. Certamente, também gastou tempo criando expectativas comigo, assim como criou com meu pai e com todos os outros campos e pessoas da sua vida, mas nunca a vi vencida pelas frustrações e soube lidar até mesmo com as ilusões que criou sobre si mesma. Dessas pequenas vitórias cotidianas construiu uma coleção de ensinamentos, que exemplifica com sua própria amostra de acertos e erros.

Confesso que, quando tinha pouco tempo de habilitação, dirigia temerosa, sempre na faixa da direita e me encolhia a qualquer aproximação de caminhões. Uma vez, em uma carona despretensiosa, minha mãe ordenou que eu me apossasse da área a minha esquerda, proferindo algumas palavras motivacionais e dois alertas: esteja firme com seu acelerador e fria ao compartilhar o espaço com gigantes.

Recorro a essa memória com certa frequência e a emprego em outras situações da minha vida, pois aquela mulher, na época ainda sem habilitação, me mostrou que não existe coragem pra quem não tem medo e que não importa como você anula seus temores, mas sim, como os administra.

Hoje não é O DIA das mães, aquele do comércio, que só nos permitirá reflexões sobre o relacionamento materno em maio do próximo ano. Ainda assim, olhei para minha mãe e entendi o quão importantes foram seus abraços continuamente disponíveis nessa janela de tempo, mas, mais do que isso, reconheci que foram seus impulsos de liberdade e coragem que realmente me transformaram nesta mulher que me tornei: o espelho de uma heroína.

 

Ser mãe é um saco mesmo. Quem discorda? A primeira coisa que somos é ser um saco para acomodar um embrião em crescimento. Um saco que se expande dia a dia durante os nove meses. E se você perceber, ser mãe é um saco que se expande pela vida toda.

Temos que ser um saco enorme de paciência, amor, controle, dedicação, abdicação, perseverança, tranquilidade, proteção, conhecimento, sabedoria, carinho, negação, prontidão, aceitação, gratidão…

Toda mãe já ouviu: “Mamãe, você é um saco!”. E eu sempre respondo: “Sim, sou um saco mesmo, se não fosse, não seria mãe. Toda mãe é uma saco!”.

 

 

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