Home Tags Posts com as tags "relacionamento"

relacionamento

Você leu gratidão e pensou: “Não vai me dizer que agora o Solteirar é autoajuda?!” Não é, mas sou bem grata por ser Solteirar!

Quando resolvi Solteirar, percebi que todas aquelas histórias e relacionamentos mal resolvidos valeram a pena. Sim, todo o mal destas relações doentias me chamaram para o lado bom da vida.

Como pode isso? Simples. A parte boa da vida sempre está à disposição de todos nós, mas precisamos enxergar aquilo que nos faz felizes e nada como estar sem ar para encontrar o caminho certo para a vida. Não há fórmula para ser feliz. A sua felicidade é só sua e de mais ninguém, não há nenhuma pessoa capaz de sentir a sua felicidade a não ser você mesma.

A cada recusa da vida em me dar aquilo que eu dizia querer eu só tive uma única opção, procurar algo que me fizesse sentir feliz. A cada decepção, seja com um amigo, namorado, chefe, familiar, eu encontrei  um pedaço da minha felicidade.

Com o passar dos anos, que no meu caso, a soma já é bem grande,  eu percebi que tudo o que me fez mal me tornou melhor para mim mesma. Parece um ciclo fechado:

  1. Negação
  2. Culpa
  3. Raiva
  4. Busca
  5. Reencontro da paz
  6. Felicidade

Acho que os meu ciclos de desapego a crenças erradas sobre a minha própria felicidade foram longos demais e prejudicaram algumas conquistas, mas a gratidão por cada uma das situações me coloca em paz comigo mesma.

E o que isso tem a ver com o Solteirar?

Solteirar é aceitação de quem eu sou, sem a culpa do passado, é a paz com o meu presente e com quem eu sou. Quando entro em estado de Solteirar me sinto feliz, e logo, só posso ser grata a tudo que me levou a ser uma solteiranda.

Desejo que você aí do outro lado tenha gratidão por tudo que viveu para sentir-se livre e segura para Solteirar à sua maneira.

Quantas vezes já me peguei falando “Isto é coisa de homem brasileiro…”, seja porque não ligou no dia seguinte, seja porque saiu com outra, ou porque foi covarde para assumir que não estava mais afim.

Pois bem, descobri que a covardia vai bem além das fronteiras brasileiras, acredito que tem como origem alguma má formação que afeta o comportamento.

O mais interessante é como uma mente doente desperta no outro toda a sua insegurança e culpa por seus atos covardes. Frase dura, não é mesmo?

Vamos aos fatos: Qual a dificuldade em se comunicar com alguém hoje em dia? Podemos sair a rua pelados, mas jamais sem um celular na mão. O que impede uma pessoa de dizer que não quer mais aquele relacionamento, ou seguir com o encontro, ou qualquer outra coisa? A não ser que a pessoa viva um algum país como Coreia do Norte acredito que é possível expressar suas vontades com os demais envolvidos.

Por que acusar o outro por sua necessidade não ser atendida? Que coisa mais mimada, não é mesmo? Ninguém está aqui para atender as expectativas e necessidades de alguém, cada um é responsável pela sua própria vida e tem o direito de não ficar com a pessoa que não a faz feliz, porém todos temos o dever de assumir a responsabilidade por nossa decisão, principalmente avisar os envolvidos (no caso excluído) da decisão.

Esta última situação é exatamente onde mora o perigo, o outro lhe diz que não ligou porque você pega no pé, porque você não liga para ele, porque você, você, você…. e aí, sem que você perceba, sua autoestima está abaixo do nível do mar, você não tem mais segurança para escolher uma roupa no guarda roupa e sente que toda a culpa do universo é sua.

Difícil entender porque você se deixou contaminar por esta doença, mas não se preocupe este mal tem cura e a maioria de nós já vivenciou este tipo de experiência e sobreviveu. Então, quando alguém errar e jogar a culpa em você lembrem- se de um jargão bobo, mas verdadeiro, um “erro não justifica o outro”.

Se você errou (afinal você é humana) a pessoa pode não gostar da sua atitude e tem o dever de explicar claramente porque quer se afastar, se esta não conseguir, CUIDADO, você pode estar lidando com alguém com a síndrome de tornar os relacionamentos doentes, veja se o mesmo não é perigoso e corra para algum lugar onde você é respeitada e principalmente onde sinta se feliz.

Antes que me pergunte onde fica este lugar, já lhe respondo que existem vários lugares felizes, simplesmente ficar sozinha pode ser bem aconchegante.

Casamento. Uma das decisões e etapas de nossas vidas ainda considerada bastante importante. Afinal, vamos nos prender a alguém que sempre esperamos ser para sempre. Fazemos o máximo esforço para que essa decisão seja acertada, mas mesmo assim acontece: casamos com a pessoa errada.

Achei que tivesse feito tudo certo. Namorei um bom tempo; busquei entender bem família dele e seus hábitos; conheci e convivi bastante com seus amigos; fizemos planos ao mesmo tempo que eu ia testando se suas ambições e gostos convergiam com os meus; nos acostumamos com a intimidade após o sexo. Enfim, garanti, ou achei que estivesse garantindo, que ele era a pessoa adequada e que construiríamos dali para frente uma vida a dois feliz.

Não deu certo. E a resposta talvez esteja não em achar algum defeito dele. Mas sim defeitos meus, que só surgem quando nos aproximamos mais dos outros.

Se fizermos uma autorreflexão sincera, temos a tendência de ficar furiosos quando alguém discorda de nós ou só conseguimos relaxar quando estamos trabalhando; não gostamos de ser contrariados; não aceitamos as diferenças; somos teimosos e intransigentes; em alguma discussão pequena, nos calamos para não agredirmos o outro. Ninguém é perfeito.

O problema é que, antes de uma relação mais duradoura, raramente mergulhamos em nossos defeitos. Fugimos de nós mesmos e de nossos problemas. Sempre que nossas relações ameaçam mostrar nossos defeitos, culpamos o outro e acabamos com tudo.

Outra forma de fuga pode ser “Não quero casar, não quero relacionamentos sérios. Sou muito bem resolvida sozinha”. Talvez por detrás disso esteja justamente a impressão de que é realmente muito fácil viver conosco. Ou seja, mais uma vez nós nos enganando. É o chamado AUTO-ENGANO. Aliás vale aqui fazer referência a um livro ótimo com esse tí tulo de Eduardo Giannetti.

A verdade é que o casamento ou um relacionamento acaba sendo uma aposta feita por duas pessoas que ainda não sabem quem são diante do outro.

Em princípio, relacionamo-nos porque nos sentimos atraídas por alguém e buscamos felicidade nesse sentimento. Mas em prática o que buscamos é a familiaridade, a rotina ou o desejo histórico de construir família e ter alguém ao seu lado, porque assim sempre foi com nossos ancestrais.

Mas o fato é que o casamento nos faz ter um cotidiano muito diferente e mais administrativo: Dividir as responsabilidades e compromissos financeiros, abrir mão de alguns outros prazeres, ceder, saber se calar, conviver com filhos que podem acabar matando a paixão da qual surgiram. O único componente que resta do início desse relacionamento é o parceiro que escolhemos – o resto muda tudo.

Ou seja, ainda que tenha feito tudo certo ao escolhê-lo, esqueci de que o cenário todo muda a partir do instante que passamos a dividir o mesmo teto. Aprendi que devemos deixar de lado ideia romântica de que existe um ser perfeito que possa atender a todas as minhas necessidades e satisfazer cada anseio meu.

Um excesso de romantismo talvez tenha me atrapalhado. Pois ele me enfraqueceu diante das dificuldades do relacionamento. Preferi ficar só e me convenci na ocasião de que minha união, com suas imperfeições, não era normal. E o culpado era sempre ele.

Mas ao observar a beleza da união dos meus pais, compreendi que deveríamos as vezes nos sentir acomodados com as imperfeições do dia-dia e lutar para assumir uma postura mais benevolente, paciente e bem-humorada quando elas aparecem.

O impacto de uma vida mal vivida pode ser mais devastador que qualquer ausência de relacionamento ou crítica da sociedade.

Pessoas que insistem em um relacionamento movido a conflitos, que se anulam para viver a vida do outro, ou que abandonam seus sonhos e vontades para manter um padrão social, dificilmente conseguem ser felizes.

Não estou dizendo que relacionamentos devem ser como em conto de fadas. Não acredito em felizes para sempre, nem o tal amor verdadeiro. Mas creio fielmente, em cumplicidade, respeito e parceria para que cada indivíduo possa dar o seu melhor em um relacionamento.

Também não estou falando de um modelo de relacionamento empacotado em monogamia. Cada casal sabe o que valoriza. Relacionamento aberto, sadomasoquismo, cada um na sua casa, ou juntos e grudadinhos, são modelos que podem ser perfeitos para parcerias de uma vida toda. Basta que ambos acreditem nisso, e que o respeito aos valores e aos sonhos do outro seja sempre mantido.

Porém, relacionamentos onde há constante julgamento dos valores do outro, dificilmente funcionam. Se uma pessoa critica a outra constantemente e a coloca para baixo, acabando com sua autoestima, ou ainda se há presença de violência moral, física, emocional ou financeira, ambos se tornam vítimas de uma relação que contamina filhos, e qualquer um que conviva com o tal casal.

Digo vítimas, pois uma relação dessas impede a felicidade de ambos, tanto o agredido quanto o agressor vivem de forma perturbadora. Parece lógico, mas qual a razão por tantos relacionamentos permanecerem nesse ciclo por anos e anos?

Em alguns casos, isso se explica pela própria educação recebida ao longo dos anos. Em outros, há uma fragilidade psicológica em seguir em frente, e existem também os casos de falta de clareza do futuro. A pessoa fez um mapa mental do felizes para sempre e continua insistindo em fazer isso funcionar e assim pode chegar ao fim da vida sem ter vivido plenamente.

Tenha certeza que romper um relacionamento não é fácil e haverá um período de tristeza, mas é melhor ter um momento de tristeza do que ser infeliz por toda a vida.

 

“Desculpe, não vou falar mais com ele”

“Tá bom, vou trocar de roupa”

“Não precisa ficar nervoso, vou excluir os meus contatos”

“Não vou hoje, o ͚amor͛ ficou bravo quando eu disse que ia sozinha”

“Imagina, eu não posso sair sem ele”

“Não foi por mal, é só ciúme. Quem ama cuida”

Verdade seja dita, quando se está apaixonada, defeitos gritantes da pessoa amada passam despercebidos, viram um mero detalhe no cotidiano passional. Comportamentos agressivos, egoístas, dominadores e controladores se disfarçam de proteção, cuidado e zelo.

Doce ilusão.

O tempo vai passar e você vai trocar seu guarda-roupa. Verá seus amigos em meros encontros casuais na rua ou no mercado. Vai deixar de frequentar os lugares que mais gostava. Vai ter dificuldade para escolher algo para si mesma. Não vai conseguir tomar uma simples decisão sozinha, porque já se acostumou a agir sob o aval do outro. Vai se enterrar em uma relação de cárcere. Vai afastar-se de si mesma.

Quem nunca proferiu alguma dessas frases tentando acreditar que havia algo maior e mais profundo na relação? Ou quem nunca as ouviu como justificativas baratas da melhor amiga? Dá vontade de gritar: – Que cegueira é essa?!

É uma névoa que confunde amor com falta de respeito.  Não estou aqui falando como expert profissional no assunto, mas sim, para transcrever o desabafo de sobrevivente desse tipo de tortura.

Liberte-se das desculpas e justificativas.

Fuja desse ambiente de perseguição.

Livre-se do conceito de domínio.

A conclusão do que tenho vivido me levou a ter uma única crença: ciúme ou amor – os dois não coexistem.

 

Os relacionamentos hoje em dia são descartáveis mesmo? Os homens estão mais perdidos que as mulheres em seus papéis ou ninguém mais sabe o que quer?

Já falei em outro texto que eu sou um verdadeiro desastre com estes aplicativos de relacionamento, me sinto na prateleira do supermercado, como um produto do mesmo segmento, com um sutil diferencial, imperceptível para quem está do outro lado da tela. Mas a pior parte é escolher o produto que serve para mim, porque também não consigo ver evidências que sinalizem qual(is) são as pessoas  interessantes que estão ali expostas.

Os relacionamentos foram incorporados pelas regras da macroeconomia, a lei da demanda e oferta se associaram as ferramentas de marketing para se sobressaírem aquela tradicional conversa que nos fazia sentir-se atraídos, seja pelas semelhanças, seja pelas diferenças da pessoa do outro lado.

Sabe aquele ditado que diz, “cachorro de dois donos morre de fome”? Então, isso também se aplica no momento em que você está aberto para conhecer alguém, porque como a abordagem é mútua, todo mundo espera ou todo mundo ataca e o resultado é igual a zero, afinal se colocar as pilhas no mesmo polo não se gera energia necessária para ligar a engrenagem.

E aí os psicólogos alertam, “homens e mulheres não sabem mais quais são os seus papéis na sociedade”. Mas será que alguém pode dar a solução para voltarmos a ter esperança que há uma oportunidade para os relacionamentos saudáveis?

Da minha parte confesso estar perdida, gostaria de conhecer alguém da forma tradicional, conhecer a pessoa em algum lugar, porque rolou uma conversa bacana com alguém aberto para um relacionamento, ou ser apresentada a um amigo de uma amiga(o). Afinal, alguém com referências, neste momento tenso, em que o mundo está com superpopulação de neuróticos e maníacos, me deixa um pouco mais segura para ir para cama com um novo alguém.

Agora você está aí lendo tudo isso e pensando, a garota Solteirar enlouqueceu, e toda aquela vontade de relacionamentos alternativos?

Respondo sem pestanejar, continuo 100% Solteirar, pois depois a minha confusão está apenas em como posso conhecer um novo alguém, continuo sem me preocupar se vou ou não subir no altar, se adotarei uma criança, se alguém estará incomodado por eu continuar sendo independente. A minha vida e a forma como irei me relacionar com o novo alguém continuará a ser única e exclusivamente minha decisão,  claro que consensual com a outra parte, eu só me envolverei de novo com alguém que também tenha uma essência Solteirar!

Até as próximas divagações.

 

 

Solteirando pelas redes sociais