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Muitas vezes implorei para o céu, ar, Deus, para sentir novamente no meu peito o pulsar vibrante da felicidade. Pedi ajuda aos amigos, médicos, recorri a noites de bebedeiras, baladas insanas, às vezes até um remedinho rolou, mas o máximo o que eu conseguia era a apatia porque a maior parte das vezes o vazio no meu peito só aumentava.

Naquelas conversas deliciosas com amigas cheias de boa vontade e carinho eu reclamava da situação do trabalho, ou falava sobre aquele cara que não reconhecia o meu valor, da relação sufocante com os meus pais, daquela pessoa traíra que insistia em me prejudicar gratuitamente. Tenho certeza que tem alguém aí do outro lado que já se viu em alguma destas situações, ou talvez em todas, e o pior, pode estar vivendo tudo isso junto agora. Como dizem por aí: ” quem nunca? ”

Outra certeza absoluta é que em algum momento você encontrou alguém super sincero que lhe disse: “Para com isso! Manda esse cara se f#@$! Troca de emprego, seus pais não tem poder sobre você, olhe a pessoa maravilhosa que você é! Linda, inteligente, tudo de bom!”

Mas o que você fez com isso tudo que ouviu? Aí entra a sua parte na escolha. Não há nenhuma possibilidade concreta de tornar um mal caráter em uma boa pessoa, ou aquele chefe insuportável ou a empresa desorganizada ouvirem suas sugestões, nem mesmo é possível ignorar uma doença grave. Porém, como diz minha terapeuta, a boa notícia é que você pode escolher o sentimento que irá viver. E o melhor mesmo, é que na maioria das situações você pode escolher mudar! Mudar os amigos, o namorado, o emprego, mudar de cidade….ahhh já estou ouvindo você ai do outro lado resmungar: ” Só que nada disso é fácil…” eu chego até ver o emotion triste pulando dos seus pensamentos.

Ninguém disse que seria fácil, a felicidade é um processo que você tem a oportunidade de buscar ser feliz em todas as etapas. Divirta-se, xingue se for necessário, ria alto, chore com raiva, mas a cada etapa lembre-se que cada lágrima ou suor foram seus, de ninguém mais!

Se você chegou até o final deste texto e achou tudo isso é uma bobagem de autoajuda, eu recomendo que você pedalar ou sair andando por aí ouvindo os seus pensamento e relembrando os momentos difíceis que viveu e preste atenção se os sensações dos momentos difíceis foram provocados ou no fundo você escolheu estar ali.

Observe: será que aquele pé no traseiro já não era esperado? Aquele amigo sempre teve comportamentos duvidosos, porque ele não seria mal caráter com você? Na entrevista de trabalho você já percebeu que a empresa/chefe eram difíceis mas você ficou pelo dinheiro, então você escolheu cada situação. E agora?

MUDE, você pode e tem direito a viver um caminho melhor. Mas se você precisa do dinheiro, não pode sair da doença, ou não tem coragem para largar o bofe, apenas tente reconhecer porque está ali e veja como cada uma das dificuldades ficaram mais fáceis.

” Não pensei que ia acontecer, afinal fazer o Caminho de Santiago era pra ser só uma grande aventura, mas durante o caminho ví como tudo era uma escolha minha, ficar triste, ser feliz, entrar em enrascada, me divertir, me irritar.” Frase da minha amiga Luciana Helena Santos que me deu a inspiração de hoje.

 

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Percebi que precisava mudar antes de ser mudada.

Não quero depender da sorte, do destino ou da vontade de terceiros para ser feliz.

Comecei mudando o caminho.

Depois mudei o cabelo, a cor do esmalte.

Parecia tão bobo e óbvio, mas as transformações, mesmo pequenas, causaram desconforto.

Quando me acostumei com estas mudanças insignificantes, Mudei de casa, mudei de emprego,

Logo mudei a companhia.

Primeiro, alguns amigos se mudaram, porque estavam acostumados com aquela pessoa submissa que tinha dominado minha vida.

Então, abri vagas para outros amigos se mudarem para minha vida.

Não é que foi bom renovar?!

Aí resolvi mudar meu comportamento, meus pensamentos e minha visão de mim mesma.

Foi quando aconteceu o segundo choque.

Mas, logo vieram as reais mudanças e eu relaxei.

Mudei meu humor, mudei meu olhar, mudei de vida.

Mudei para ser feliz.

Descobri que a felicidade sempre esteve onde eu nunca tinha procurado. Em mim mesma.

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Sabe aqueles dias em as coisas não vão muito bem?

 

Perdi a paciência com minha mãe.

Gastei muito tempo com uma pessoa que não tinha um bom caráter.

Dei pouca atenção para um amigo querido, porque estava atrasada.

Não planejei meu gastos e comprei sapatos demais e roupas que não combinavam com nada.

Enfim, naquele momento me senti a pessoa mais errada do mundo.

 

Fui à praia, corri um pouco no calçadão e sentei para apreciar o pôr do sol.

Primeiro passaram dois senhores conversando sobre política.

Então vieram duas babás e vi o sorriso das crianças.

Passou por mim uma pessoa na cadeira de rodas, bastante debilitada para andar, mas com um sorriso muito mais forte que aquele dia sombrio.

 

Entrei no mar para refrescar o corpo e lavar a alma.

Enquanto saía do mar, passei por um casal brigando.

E, na sequência, cruzei com um bando de homens gritando atrás da bola (devia ser futebol, mas a bola ganhava em disparada).

 

Então vi o semblante cansado do rapaz que guardava os guarda sóis.

Mas, quando me virei triste, pensando que todos pareciam estar em um dia difícil, ouvi alguém cantando um samba do passado, a letra era familiar, apesar de não conseguir cantar junto.

Ali estava o gari, feliz da vida, limpando a praia e cantando o seu samba.

 

Logo me convenci que ainda havia esperança para mim. Uma pessoa meio atrapalhada, mas um ser humano que também tem qualidades e que pode resolver todas as bagunças que cria para a sua própria vida.

Se você se reconheceu em alguma destas situações, ou em todas, não desista!

Sempre há um motivo para reencontrar a felicidade.

Se, por acaso, faltar forças ou criatividade, observe a vida e imite todos os gestos felizes que encontrar.

 

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Uma leitora nos pediu um texto sobre a mulher de 30 anos. Eu prontamente me candidatei a escrevê-lo. Adorei a virada dos 30 anos.

No ano em que fiz 30 anos, refleti muito sobre alguns aspectos fundamentais da minha vida:

– Se a expectativa de vida de um brasileiro é de 75 anos, eu já tinha vivido 40% da minha vida. Eu estava feliz com o que consegui até então? O que ainda faltava? O que era preciso mudar para aproveitar bem os próximos 60%?

– Minha ginecologista explicou que nosso corpo está preparado para produzir hormônios até os 30 anos, e que não era à toa que se comentava que a mulher possui um relógio biológico que alerta para ter filhos. Após os trinta, as taxas hormonais começam a diminuir, mas vale lembrar que uma mulher saudável não terá uma queda brusca, apenas iniciará o processo de diminuição. Logo, era com o meu marido que eu queria ter filhos? Ou eu estaria perdendo tempo em um relacionamento sem futuro para os meus planos de maternidade?

– Uma médica ortomolecular, que eu tinha procurado por estar acima do peso, me avisou que o envelhecimento começa a se instalar nas células aos 30 anos. Como estava  minha qualidade de vida? Eu era feliz no trabalho? Tinha tempo para mim? Eu estava me cuidando?

– Ouvi falar na minha roda de amigos que a mulher precisa estudar muito mais que o homem para ocupar o mesmo cargo. Constatei ao olhar ao meu redor que se tratava de uma realidade. Eu já tinha estudado tudo o que precisava? Estava na hora de investir em outra formação?

Não pensem que eu não era feliz. Eu era feliz por ter chegado bem aos 30 anos. Eu tinha um casamento, uma carreira, já tinha cursado um MBA. Portanto, já era considerada uma mulher de sucesso. Mas eu queria parar por ali ou queria mais? O que eu estava fazendo para garantir a continuidade da minha felicidade nos próximos anos.

Essas reflexões me levaram a mudar minha vida de uma forma tão incrível que hoje, já passei dos 40, considero que o alicerce de minha felicidade foi firmado aos 30 anos, quando fiz meu momento da virada:

– Dei um novo rumo para minha carreira, pois a função que eu exercia, embora com muito conforto e sucesso, não me movia mais. Percebi que estava acomodada e mudei de área dentro da mesma empresa onde eu trabalhava.

– Pedi a separação, rompendo o casamento com o cara que era um ótimo companheiro de aventuras e que deveria ter sido somente o meu melhor amigo, mas que como marido e mulher estávamos fadados a uma vida onde eu sempre seria a mãe dele.

– Comecei a sair e descobri que aos 30 anos eu era jovem e, apesar do meu sobrepeso, ainda era capaz de atrair muitos olhares.

– Me dediquei a mais uma especialização que faria diferença na minha carreira nos próximos anos.

Enfim, para algumas mulheres a marca dos 30 anos é só mais uma data, pra outras pode ser  um novo início. O que importa é comemorar e avaliar se o caminho que te fez sobreviver até  aqui é o mesmo que a fará uma mulher feliz nos próximos 30. Se a conclusão for “sim, estou no caminho certo”, lute para continuar nele, caso contrário, derrube já as barreiras que possam impedi-la de ter o sonhado futuro feliz.

Afinal, cada idade tem suas características, mas em todas o melhor da vida é ser feliz. Descubra o que é ser feliz para você.

 

Várias vezes ouço que sou muito independente, ou ouço uma frase bem maluca: “Queria ser assim como você, livre! Não precisar de ninguém!”

Então, minha querida amiga, claro que eu preciso das pessoas! Mas descobri que não preciso de um relacionamento que me faça mal. Não estou falando de nenhuma tragédia, pois felizmente nunca fui espancada, roubada ou estuprada. Mas, assim como muitas mulheres, já desperdicei meu precioso tempo em alguns relacionamentos que não agregaram o que eu mais queria: alegria na minha vida.

Eles trouxeram a emoção do pequeno momento, intenso muitas vezes, mas deixaram um vazio imenso cinco minutos após a despedida rápida, com poucos gestos de atenção.

Mesmo que seja só sexo, é necessária uma certa dose de carinho. Acredito que mesmo os amantes possam ter sentimentos. A aventura do relacionamento sem compromisso acaba tornando a emoção em um gozo tão eficaz quanto um vibrador: traz prazer, mas logo vem o frio da falta do abraço.

Para este tipo de relacionamento, deixo meu abraço e meu adeus. Dói no começo, pra ser sincera, dói por um bom tempo. Algumas vezes você se pergunta se precisa ficar separada mesmo, afinal, ele não faz tão mal assim e é gostoso estar junto, o sexo é uma delícia, etc, etc, etc…

Porém, quando recupero minha sanidade, imediatamente penso: “Se quiser entrar na minha vida, traga com você uma boa dose de alegria e coragem para ser um bom parceiro, seja na cama ou na hora da despedida”. Quero alguém que embarque comigo em uma viagem livre do peso de ser responsável por mim, mas que não seja egoísta para me querer para servi-lo como um objeto de prazer.

Então, a quem quer ter a minha liberdade ou a minha vida, eu digo o seguinte: “Ser sozinha nem sempre é bom, mas não estar aprisionada a quem me faz mal e conseguir enxergar que aquela pessoa que mexe comigo e com quem eu dividiria os melhores momentos não me dá razões suficientes para estar na minha vida, é libertador”.

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Ser Feliz. Um complexo de sensações simples:

Comer a sobremesa favorita;

Rir pela lembrança de um momento divertido em público e atrair olhares curiosos;

Colocar aquela calça que não servia;

Achar um dinheiro no bolso;

Não ter expectativas e ser surpreendido;

Cheiros que remetem a boas lembranças;

Se divertir com os próprios erros;

Viajar;

Conhecer algo novo;

Perceber que consegue fazer algo que sempre acreditou ser impossível para você;

Aquela brisa que beija seu rosto em um dia muito quente;

Um banho quente quando se está com frio;

Um papo animado com as (os) amigas (os);

Beber uma taça de vinho;

Fazer sexo;

Cuidar de si mesma;

Rir com a gargalhada dos outros;

Simplesmente fazer nada!

 

Talvez você já saiba de tudo isso e tenha uma lista enorme para complementar a minha, mas lhe pergunto: você pratica?

Percebi que vivia muito mais para satisfazer aos compromissos da sociedade, ao invés de saciar meu desejo primário, Ser Feliz.

Assim como escovo meus dentes, decidi que terei ao menos uma sensação de felicidade por dia. Difícil? Talvez seja uma escolha, um hábito, e, como diz o poeta, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Encontre o seu jeito de ser feliz, porque à sua volta tem um monte de gente sufocando sua felicidade para garantir que você esteja adestrado para viver a infelicidade dos padrões da sociedade.

Agora vou parar por aqui e dar uma chegada no Arpoador para apreciar o pôr do sol.

 

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